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Compras = menos stress?

Hoje dei uma volta no shopping para pesquisar preço de geladeira (acabei comprando online! #internetwins) e fiquei pensando nos tempos em que passear nas lojas era um prazer para mim. Quantas vezes não saí do trabalho direto para o shopping só porque o dia tinha sido puxado… Por muitos anos usei as compras para relaxar, mas não percebia que logo em seguida aquilo viraria um drama: extrato do cartão nas alturas, poupança zerada e um guarda-roupa nada interessante.

Eu descontava o stress da vida nas compras, mas não tinha um retorno duradouro. A alegria durava algumas horas, mas no dia seguinte tudo voltava ao normal. Minha relação com as compras nunca chegou ao ponto de atrapalhar a minha vida ou me deixar endividada, mas sei que ela não era 100% saudável. E entendo que muita gente compartilha desse mesmo problema.

compras

Sabia que mais de um terço das pessoas (36%) compra para aliviar o nervosismo do dia a dia? Li uma pesquisa recente do SPC mostrando que 24% das pessoas compram quando estão deprimidas. As mulheres têm uma tendência maior a fazer compras por impulso quando estão deprimidas: 30% já caíram nessa roubada.

Eu já me encaixei nessas estatísticas, mas a cada dia tenho menos vontade de gastar dinheiro sem pensar muito bem antes. Hoje eu valorizo as boas experiências que o dinheiro pode pagar, como a emoção de viajar para um lugar novo e a alegria infinita de arrumar a minha casa.

E você, já pensou no que vai fazer com o próximo salário? Pense bem antes de correr para o shopping. Planeje, dê um destino a cada centavo que entra e o retorno será incrível. Eu garanto J

Beijos!

PS: Se você ficou curioso com a pesquisa e quer ver mais dados, é só clicar aqui.

Um livro para a vida toda

Levei alguns anos para entender que uma agenda lotada não é sinônimo de felicidade. Acreditava que uma pessoa de sucesso precisava ter compromisso atrás de compromisso. Hoje encaro a famosa “correria” como pura falta de organização e foco. Se alguém tem milhares de atividades a cumprir na semana, certamente não está priorizando o essencial. Claro que todos passamos por períodos mais conturbados, mas, para mim, é possível simplificar a rotina.

Esses dias descobri um livro que pretendo levar para a vida toda: Essencialismo – A disciplinada busca por menos, de Greg McKeown. O autor já começa dizendo que você não precisa sentir culpa nenhuma ao recusar convites e atividades pouco importantes, pelo contrário! Troque o status “ocupado” pelo “produtivo” e você ganhará mais tempo e cabeça para correr atrás dos seus objetivos.

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O livro sugere a seguinte estratégia: explorar as possibilidades até escolher um objetivo, eliminar ações desnecessárias para alcançá-lo e executar o que precisa ser feito. Na fase de eliminação, precisamos aprender a dizer “não” sem medo e a estabelecer limites. Quantas vezes eu e você já dedicamos tempo e esforço a algo que não nos interessava e logo depois nos sentimos arrependidos? Ou chegamos atrasados em um evento familiar para terminar um trabalho que nem era tão urgente?

O autor nos convida a fazer a seguinte pergunta: Estou investindo nas atividades certas? A partir daí, ele mostra como simplificar a rotina e abrir mão daquilo que não traz benefícios. Já ouviu falar no princípio de Pareto? Segundo ele, 20% do nosso esforço produz 80% dos resultados.

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O livro contra histórias ótimas de pessoas que lidam de maneiras muito diferentes com certas situações no trabalho e em casa. O “Essencialismo” traz casos de empresários, CEOs e funcionários que perderam o foco do que era importante. Começando pela história do próprio autor: no dia do nascimento de sua filha, Greg deixou a esposa no hospital e foi a uma reunião. É claro que a reunião dão deu em nada e, só depois, ele percebeu que tinha perdido um momento tão importante.

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Tenho praticado um hábito que me ajuda bastante a reduzir essa pressão dos afazeres diários. Quando penso: “tenho que ir a esse almoço”, “tenho que visitar fulano”, “tenho que terminar esse livro”, logo me corrijo e digo “quero fazer tal coisa”. Afinal, eu não tenho que fazer absolutamente nada, mas escolho ter certos compromissos.

Um exemplo bem atual: todos os dias tenho que resolver algo da reforma. Quando penso em reclamar, lembro que eu escolhi fazer essa reforma, ninguém me obrigou. Então assumo a responsabilidade e tento simplificar ao máximo o que precisa ser feito. Mas como? Hoje precisei ir em uma rua muito movimentada comprar lâmpadas. Em vez de me estressar procurando vagas, acordei cedo e fui antes do movimento começar. Levei uma lista do que precisava e, em 5 minutos, resolvi tudo!

Enfim, adorei o livro e recomendo muito para quem quer simplificar a vida. Espero que gostem da indicação 🙂

Beijos!

PS: todas as imagens foram retiradas do livro.

Atualização Project Pan

Em julho do ano passado eu comecei a minha primeira edição do Project Pan: escolhi alguns itens de maquiagem e cuidados pessoais que estavam um pouco encostados para usar até o final. A ideia é destralhar e evitar o desperdício, ao mesmo tempo. Costumamos ter muitos produtos abertos ao mesmo tempo e dificilmente usamos todos até a última gota.

Muita coisa acaba vencendo e vai para o lixo, ou pior: nem percebemos a validade e continuamos usando. Tenho um problema sério com máscara de cílios. Depois de três ou quatro meses de uso, começo a sentir muita sensibilidade nos olhos e preciso trocar por uma nova. Isso com qualquer marca de máscara, já tentei de tudo mesmo!

Para diminuir o risco de usar algo sem qualidade e reduzir um pouco nosso arsenal de beleza, veio o Project Pan. De julho para cá, eu acabei com alguns produtos da lista, mas outros continuam por aqui. Quero atualizar vocês sobre o andamento do projeto. Atualmente estamos assim:

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O batom da Revlon é lindo, mas a tampa está quebrada, então não consigo carregar na bolsa. Uso quase todos os dias antes de sair para trabalhar, então falta pouco para acabar.

O lápis preto Dior está quaaaase no fim! Essa parte prateada é um esfumador. O produto mesmo só vai até a linha preta. Esse lápis é bem macio e perde a ponta praticamente a cada uso. Evito usar em casamentos ou festas em locais mais quentes porque ele borra muito. Prefiro nem revelar a idade desse lápis por questões de vergonha, heheheh.

O lápis de sobrancelha da Vult está bem usadinho, mas ainda resiste firme e forte na caixa de maquiagem. Ele é ótimo, recomendo muito. Mas ganhei um kit em pó da Anastasia e me adaptei melhor a ele, então preferi trocar. Para não ficar com dois produtos com exatamente a mesma função e efeito, preferi acabar com o lápis da Vult.

Fora isso, tínhamos um BB Cream, uma base, outro batom, um primer de olhos e um hidratante para os pés. O BB Cream e o hidratante acabaram em poucas semanas. A base demorou um pouco mais, mas já deu lugar às outras que estavam fechadinhas na gaveta. O batom é um caso sério… ele tem uma cor mais escura do que costumo usar e ainda está encostado. Nem coloquei na foto! O primer eu sempre esqueço que existe…hahahah Sério, é até bom fazer algumas compras erradas para aprender que não precisamos de tudo que existe nessa internet.

Como anda a gaveta de maquiagem de vocês? Quem sabe não chegou a hora do destralhe? 🙂

Beijos!

As maravilhas do óleo de coco

Comecei a usar o óleo de coco no ano passado por indicação da minha irmã, que estava encantada com os efeitos desse produto no cabelo. Fiquei impressionada com o poder de hidratação do óleo do meu cabelo, que era seco e difícil de cuidar. Como pode um óleo de R$ 30 dar mais efeito que um super tratamento de salão?

óleo-de-coco-beneficios

Logo fui pesquisar mais e descobri as maravilhas do óleo de coco! No cabelo, eu gosto de fazer o seguinte: passo o óleo nos fios secos antes de dormir. Coloco uma toalha para não sujar a fronha, tá? Acordo e lavo o cabelo normalmente. Outra opção é misturar um pouco do óleo no creme e fazer hidratação em casa mesmo. Comigo não funcionou usar como leave in porque ele é beeeem pesado. Mas faz o teste, quem sabe funciona pra você!

Fiz o teste do óleo de coco na cozinha com essa receita de pipoca doce da Bela Gil. Como o cheiro do produto é forte, achei que o gosto na comida ficaria bem pronunciado, mas achei o resultado bem sutil. Ele também pode ser usado em receitas de bolos, pães, massas, sobremesas e outras infinitas opções. O pessoal da Mundo Verde fez até um guia de receitas com óleo de coco, tem de tudo! Aliás, foi lá que eu comprei o meu pote. Mas hoje em dia você encontra óleo de coco em qualquer loja de produtos naturais.

Continuando no assunto cozinha, confesso que estava um pouco tímida para testar receitas novas com esse ingrediente. Então comecei a seguir no Snapchat o doutor Barakat, vocês conhecem? Ele leva uma vida mega saudável e defende que bons hábitos resolvem vários problemas de saúde. É algo do tipo: a filha dele de 10 anos não come Nutella porque tem consciência dos malefícios, tem noção? Enquanto isso, eu vejo a Nutella se acumulando na minha barriga e continuo comendo…é a vida!

Mas então, o dr. Barakat toma todos os dias café com óleo de coco! ” Indico uma colher de sopa de óleo de coco uma vez ao dia como uso rotineiro para pré-treino, funcionando como fonte de energia dependendo do seu tipo de dieta”, diz o médico neste artigo publicado no site dele.

A gordura do coco é bem absorvida pelo fígado e logo é convertida em energia, ou seja, não se acumula nas suas coxas. Ele ajuda a aumentar o volume de massa magra e melhora a imunidade do corpo. Gente, só a história do cabelo já foi suficiente pra eu começar a usar o óleo. Sabendo dessas vantagens todas, quero diversificar cada vez mais o uso do óleo aqui em casa.

Aqui nos comentários já me deram a dica de usar o óleo como demaquilante! Vocês já testaram? Conhecem outra utilidade interessante para o produto?

Me contem nos comentários e vamos conversar sobre as maravilhas do óleo de coco 🙂

Beijos!

 

6 Filmes para pensar sobre Minimalismo

Buscando incentivo para reduzir o consumo e viver com menos? Conheça 6 filmes que vão inspirar sua jornada pelo minimalismo!

A lista é resultado de muita pesquisa e de uma maratona intensa de filmes. Veio de uma grande amiga a ideia de mostrar filmes que tratam do minimalismo e eu adorei escrever um pouco sobre os meus preferidos para vocês. Alguns são mais hollywoodianos, outros mais ‘vida real’, mas cada um me fez pensar sobre o nosso apego aos objetos.

Se você conhece algum desses títulos, me conte o que achou dele! 🙂

No Impact Man

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Uma família de Nova York decide passar um ano reduzindo ao máximo o impacto no meio ambiente. Isso quer dizer: abrir mão da eletricidade, consumir apenas alimentos produzidos localmente, abolir o uso de papel higiênico e não embarcar em carro, ônibus, trem ou avião. Eles também pararam de comprar e assistir televisão.

O pai da família, Colin Beaven, virou um fenômeno da mídia. Ele participou de shows na TV e deu dezenas de entrevistas para jornais do mundo inteiro. Fiquei com a impressão de que ele estava adorando toda essa exposição e usou o projeto para se promover (e vender livros). Apesar disso, a experiência dessa família norte-americana alerta para a questão do consumo excessivo e me fez repensar vários costumes.

Um exemplo: eles passam uns dias na fazenda para conhecer a produção dos alimentos que compram na feira. Quantos de nós sabemos de onde vem nossa comida? Em que condições ela é produzida? Se você consome carnes, sabe como os animais são tratados? Mesmo que eu não concorde 100% com a postura do Colin, foi bom parar para pensar nessas coisas.

O documentário, disponível no Netflix, mostra a vida em família sem consumo. Dá para perceber que a filha deles não sente falta de praticamente nada do que tinha antes e até se diverte mais sem televisão ou eletricidade. Também achei interessante ver como o casal superou alguns desentendimentos durante o projeto. Tipo: onde vamos guardar a comida se não temos geladeira?

Bill Cunningham New York

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Foto: CLINT SPAULDING/PatrickMcMullan.com

O fotógrafo norte-americano Bill Cunningham, hoje com 86 anos, faz graça da contradição da própria vida. Ele mora em Nova York com pouquíssimos objetos e remenda as roupas com fita isolante, mas ganhou fama fotografando desfiles de moda, festas da alta sociedade e pessoas estilosas nas ruas.

Bill é um apaixonado pela moda e pela fotografia, é praticamente uma obsessão. Ele nunca teve um relacionamento amoroso nem constituiu família, muito menos ficou rico com a profissão. Quando estava na revista Details, rasgava os cheques do pagamento. Trabalhando de graça, ele não poderia receber ordens dos chefes. “Dinheiro é barato. Cara é a liberdade” – uma das frases mais lindas que já ouvi.

Notou o casaco azul da foto? É marca registrada de Bill. Essa peça é vendida em lojas de ferramentas na França e usada por trabalhadores de fábricas. Pela praticidade, foi o casaco escolhido por um homem que tem acesso aos maiores estilistas do mundo :). A paixão pela fotografia e o desapego extremo em uma cidade exuberante como NY me impressionaram. Filme imperdível para quem curte moda, fotografia e simplicidade.

My Stuff
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Cansado do apartamento abarrotado de coisas, um finlandês resolve colocar todos os objetos em um depósito para pensar sobre o que é realmente necessário. A ideia é que ele possa, durante um ano, buscar um item por dia. Ele fica sem absolutamente nada, tanto que precisa correr pelado até o depósito para buscar um casaco no primeiro dia do projeto. Ah, e ele não podia comprar nada nesse período! Só consertar ou trocar.

Fiquei pensando em quais objetos eu resgataria nos primeiros dias. No caso do Petri, era inverno, e ele optou por casaco, botas e uma coberta. Para conseguir trabalhar e sair de casa, ele precisou de calça e blusa (mas deixou as cuecas guardadas por um tempo, heheheh). O colchão também voltou para casa nas primeiras semanas.

Já o celular, que parece tão indispensável nos dias de hoje, ficou quatro meses no depósito. Até da geladeira ele abriu mão por um tempo: deixava os alimentos do lado de fora da janela (imagina o frio!). É engraçado que ele não passa por muitos apertos no dia a dia de trabalho e casa. A situação só encrenca quando ele vai sair pela primeira vez com uma garota e não tem roupas limpas nem um ferro para deixá-las apresentáveis.

Ele fica tão acostumado com a situação que chega a ir ao depósito e sair de mãos abanando: nada ali dentro era necessário. No fim das contas, ele percebe que precisa de 100 itens essenciais e mais 100 para um conforto extra. Isso contando cada garfo, liquidificador e cortinas da casa, ok? Mais sobre o filme aqui.

Na Natureza Selvagem (Into the Wild)
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Quem nunca pensou em largar tudo e passar um tempo isolado do mundo? Depois de se formar na faculdade, Christopher McCandless doa todas as suas economias e começa uma viagem pelos Estados Unidos. Ele coloca uma mochila nas costas e parte com pouquíssimos objetos, chegando ao ponto de queimar o que restou de dinheiro no bolso.

O filme é baseado em uma história real e mostra a jornada de um jovem de classe média em busca de uma vida totalmente livre. Suas únicas preocupações são sobreviver na natureza e chegar ao Alasca. Ele conta com a ajuda das pessoas que vai conhecendo no caminho e impacta a realidade de muitas delas.

Fugir da civilização é um exemplo extremo, mas podemos aproveitar a história de McCandless para entender o que realmente importa na vida. Depois dessa experiência, ele chega às suas próprias conclusões sobre felicidade. Mas não vou estragar a história, vejam o filme 🙂 Disponível no Netflix.

Amor sem escalas (Up In the Air)
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O personagem do George Clooney passa a maior parte do tempo viajando e não gosta de perder tempo despachando bagagem ou carregando objetos desnecessários. Ele leva uma mala compacta com tudo o que precisa para as viagens a trabalho: computador e poucas roupas.

O filme não se trata só disso, claro, mas as cenas do Clooney arrumando a mala e a visão do apartamento dele, com pouquíssimos itens, me chamaram atenção. Incontáveis vezes nessa vida eu me senti como a colega de trabalho dele, que carrega travesseiros e uma mala nada prática. Dá trabalho carregar e cuidar de tanta coisa, então eu sempre me arrependia. Ainda não reduzi meus pertences como o personagem, mas minha mala já é bem menor!

Além do trabalho com empresas, o personagem dá palestras. Ele convida o público a imaginar todos os pertences pessoais em uma mochila e sair andando com ela. Impossível para a maior parte das pessoas. Ele sugere o mesmo exercício com relacionamentos: alguns pesam mais, outros são mais leves. Precisamos mesmo ficar com todos? Filme disponível no Netflix.

We the Tiny House People
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Tente colocar todos os seus pertences em uma dúzia de metros quadrados. Impossível? Essa difícil tarefa é normal para os moradores de minicasas. A diretora Kirsten Dirksen entrevistou várias pessoas que passam a vida em imóveis minúsculos e conseguem acomodar tudo o que possuem lá dentro.

Muitas das casinhas exibidas comportam sala, cama, banheiro e cozinha, tudo em versão reduzida. É outro exemplo extremo de minimalismo, mas me fez pensar em todo o espaço desperdiçado na minha casa. Pagamos caro por cada metro quadrado de um imóvel e devemos aproveitá-los da melhor maneira.

Então ignore as excentricidades de alguns personagens e foque nas ideias geniais de uso o espaço. O filme me rendeu ótimas ideias para o apartamento! Esse está disponível no Youtube.

 

Você tem mais alguma dica de filme com ideias e personagens relacionados ao minimalismo? Escreva aqui nos comentários, quero assistir mais filmes sobre o assunto 🙂

Beijos!

Aproveite a vida sem compras

O que você faz quando não está gastando? Já parou para pensar em quanto as atividades que não custam nada podem ser prazerosas? Hoje descobri um projeto incrível do site The Story of Stuff Project, que recomendo muito para quem também está nessa fase de redução do consumo. Eles estão propondo que você poste fotos mostrando como você aproveita essa época do ano sem comprar presentes.

Pessoas de todos os lugares do mundo estão mandando fotos inspiradoras e você pode fazer o mesmo! Se você tem alguns dias de recesso e quer fugir de shoppings lotados, pode buscar inspiração na galeria. Tem gente cozinhando, fazendo artesanato, passeando com o cachorro e outras mil coisas. A ideia é mostrar tudo aquilo que você pode fazer usando o tempo que gastaria com compras.

Olha quantas coisas incríveis as pessoas estão fazendo ao redor do planeta:

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Ficou inspirado para fazer algo diferente em dezembro? Eu amei a ideia e já quero mandar mil fotos! É só entrar nessa página e mandar sua foto 🙂

Se você ainda não leu o post com a nossa conversa sobre presentes de Natal, aproveite e clique aqui. É uma reflexão rápida sobre o consumo louco dessa época do ano e a obrigação de trocar presentes. Minha família aboliu essa ideia e estão todos satisfeitos com a escolha 🙂

Beijos!

Por que eu não quero presentes de Natal?

Lembro a ordem exata dos acontecimentos: vi luzes coloridas no céu, a campainha tocou e um saco vermelho apareceu na porta de casa. O que mais poderia ser em plena véspera de Natal? Papai Noel, obviamente, passou voando no trenó iluminado, chamou o elevador do prédio e deixou nossos presentes. Ele saiu sem dizer ‘oi’, mas nem liguei. O importante era o que estava dentro do saco!

Por muitos e muitos anos, o Natal significou, para mim, muita expectativa para saber o que estava nos pacotes. Quantas e quantas vezes eu e minha irmã aproveitamos a ausência dos nossos pais para espiar os presentes no armário. Não podíamos mexer em nada, mas matar a curiosidade era suficiente. Natal era isso: ganhar coisas. Nunca liguei muito para a comida natalina, então nem isso competia com a ansiedade pelos presentes.

Meu primeiro Natal depois de formada, com um emprego de verdade, também foi uma loucura. Andava no shopping louca atrás de mais e mais sacolas. Eu era muito nova, tinha poucos gastos e nenhum plano para o futuro, então gastava sem dó. Acho que nunca dei tantos presentes na vida! Só não comprei mais porque recebia salário de iniciante (claro!) e tinha um limite.

já pensou em ter um

O tempo passou, eu percebi que estava acumulando muitas coisas e entrei na fase do destralhe. Aquilo me fez tão bem que não faria sentido voltar a consumir como antes. Reduzia as compras ao longo do ano, mas sempre chegava a hora do Natal. A lista de presenteados foi diminuindo ao longo dos anos, assim como a cota de gastos para cada presente.

Virou uma obrigação. Eu tinha que comprar algo para a minha irmã porque sabia que ganharia um presente dela. Mesmo que meu pai estivesse com o closet lotado, eu precisava comprar uma camisa nova para não chegar de mãos abanando no jantar do dia 24.

Até que um dia minha vó me devolveu os presentes que eu tinha comprado para ela nas últimas datas comemorativas. Ela disse que não precisava de nada daquilo e que seria mais útil para mim, já que estou montando minha casa. Em vez de me ofender, fiquei muito feliz! Aquilo realmente me ajudou a montar o enxoval e a perceber que minha vó não estava preocupada com presentes. Ela só queria passar o Natal com a gente!

Pensei muito sobre isso e, conversando com a minha irmã, tomamos uma decisão para este Natal: nada de presentes! Nossos pais adoraram a ideia, assim como a minha sogra. Então ficou combinado: não vamos trocar presentes entre a família. No dia 24, vamos comer, beber e aproveitar a noite. E só 🙂

Essa não é uma decisão radical e já apareceram algumas exceções. Minha vó foi a primeira a dizer que está fora, hahahah. Ela não resiste às compras e, como faz há décadas, já deve estar planejando os presentes de cada filho e neto.  Vamos participar normalmente dos grupos de amigo oculto, já que essa é uma oportunidade incrível de rever amigos e confraternizar.

Minha mãe ficou com dó de deixar as crianças sem brinquedo, então elas também ficaram de fora do plano. Mas isso não significa que vamos gastar uma fortuna em brinquedos. Aliás, aqui em casa já compramos os (poucos) presentes que as crianças ganharão. Aproveitamos as promoções de novembro e conseguimos coisas ótimas entre R$ 30 e R$ 50. E não precisaremos enfrentar shoppings lotados em dezembro, o que já é um sucesso!

Foi um pouco difícil convencer o marido, mas ele gostou da ideia de economizar e acabou topando. É uma tentativa e ainda pode passar por ajustes, mas acredito que o Natal nunca mais será o mesmo aqui em casa. Se você não fica confortável com a ideia ou sabe que algum familiar vai se ofender se não ganhar uma lembrancinha, adapte a proposta.

Reduza o número de presenteados ou o valor de cada presente. Em vez de comprar, faça você mesmo alguns dos presentes. Que tal biscoitos, uma carta, um panetone decorado ou velas perfumadas? As ideias são infinitas, e eu recomendo esse sabonete esfoliante que ensinei por aqui.

O principal objetivo de tudo isso é focar no que realmente importa no Natal. Pra mim, é a reunião da família e a gratidão por tudo o que aconteceu no ano. Pra você, pode ser o nascimento de Jesus ou o momento de fazer o bem aos outros. Pense no que te faz bem de verdade e foque nisso. Com certeza suas melhores lembranças de Natal não envolvem presentes 🙂

Beijos!

Perigo das compras por impulso

Participar do Desafio 30 dias sem compras tem me feito pensar muito no meu consumo. Nunca sabemos muito bem para onde vai nosso dinheiro porque compramos sem pensar, na maior parte das vezes. Desde que comecei a controlar melhor meus gastos, percebi que meu ponto fraco é a compra por impulso. As piores compras são feitas nessas ocasiões: roupas que não caem bem, um item novo de decoração que eu não precisava…

No início, tomei uma atitude radical e deixei os cartões de crédito em casa. Tenho dó de gastar no débito e nunca ando com dinheiro vivo, então apelava para o crédito quando sentia aquela vontade de comprar algo. Percebi também que essa “vontade” só aparece quando eu estou diante da vitrine. Em casa, esses desejos somem. Aí aprendi a planejar compras e isso tem dado muito certo. Quase sempre desisto do produto poucas horas depois de chegar em casa.

Fui atrás de dados sobre o assunto e fiquei impressionada com uma pesquisa do SPC Brasil dizendo que 8 em cada 10 consumidores já fizeram compras por impulso porque viram uma promoção. Acho que todo mundo já passou por isso: não estava exatamente precisando de um sapato, mas não resistiu àquela placa vermelha enorme na frente da loja.

As pessoas se sentem atraídas pelo preço supostamente vantajoso e acham que estão fazendo um ótimo negócio. Mas é o barato que sai caro, na minha opinião. Aquela bolsa pode ter saído pela metade do preço, mas vira um desperdício de dinheiro se ficar encostada no fundo do armário.

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Me identifiquei com outro dado da pesquisa: o brasileiro tem em média três compras parceladas. Sério, acho que meu cartão nunca ficou sem uma parcelinha pra animar a fatura…heheheh. As minhas compras parceladas costumam ser muito bem pensadas, ao contrário da maioria das pessoas: 35% das parcelas foram feitas por impulso, de acordo com a pesquisa.

Meu ponto fraco também é o de muitos entrevistados: o supermercado. Vou para passear mesmo, olho todas as novidades. Levo a minha lista, mas vou de coração aberto a “promoções imperdíveis” e produtos desconhecidos. Pelo visto não estou sozinha: considerando as últimas cinco idas ao mercado, 43% das compras foram feitas por impulso. Acho que não chego a tanto porque sempre vou com um limite de valor para gastar. Essa é uma boa tática para não se desvirtuar tanto no paraíso das gôndolas.

Ninguém aqui quer fazer dívidas e entrar na lista do SPC, então vamos pensar na razão das compras por impulso. Se não é por necessidade, o que é? Stress, raiva, carência? Nem sempre é fácil, mas o ideal é cuidar do aspecto emocional antes de descarregar tudo no shopping. Afinal, a preocupação pós-compras e o medo de não conseguir pagar as contas chegam para 28% das pessoas.

Beijos!

Loucuras do destralhe VÍDEO

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O destralhe faz parte da minha vida há algum tempo, mas ainda preciso trabalhar algumas “loucuras” em relação a ele. Sou muito desapegada com objetos que valem ouro para outras pessoas, jogo fora sem dó. Por outro lado, guardo lembranças que não fazem o menor sentido para muita gente.

Para mim, o lado bom do desapego é diminuir a bagunça e não ter coisas paradas em casa. É botar tudo em circulação e saber que alguém vai aproveitar algo que você estava desperdiçando. Mas não dá para jogar tudo fora, né? Preciso confessar que tenho minhas doidices de desapego/apego extremo. Contei nesse vídeo 10 loucurinhas do destralhe: 5 coisas que vão direto paras o lixo e 5 que ficam para sempre mofando em casa.

Vocês também têm alguma mania estranha na hora de fazer a limpa em casa?

Beijos!