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Por quanto tempo guardar contas?

Ao longo do ano, é natural juntar todo tipo de papelada: contas, comprovantes de pagamento, fatura de cartão, orçamentos, recibos, e muito mais! Organizar esses documentos é fundamental para não passar perrengue no futuro. Quem nunca procurou desesperadamente aquele comprovante de votação das últimas eleições? Eu já passei por vários apertos, até que resolvi organizar definitivamente a minha papelada.

Separei tudo em pastas e hoje consigo arquivar facilmente qualquer papel novo que entre em casa. Todos os meus documentos pessoais estão reunidos em local de fácil acesso. Quando precisar, é só pegar a pasta certa e pronto!

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No caso das contas, procurei cancelar o recebimento da maioria delas pelos Correios. Cartão de crédito e telefone chegam direto no meu e-mail todos os meses. Ainda guardo alguns recibos mais importantes, como do financiamento imobiliário, e contas de luz.

Até hoje não tive problemas com contestação de contas, mas sempre é bom guardar os recibos de pagamento para garantir. As empresas e o governo (no caso de impostos) podem contestar o pagamento tempos depois do pagamento. Pesquisei no IDEC o tempo ideal de armazenamento de cada conta para dividir com vocês:

ÁGUA, LUZ, TELEFONE E GÁS:
O ideal é guardar esses comprovantes por cinco anos. Esse é o prazo em que uma conta pode ser contestada.

IMPOSTOS:
Os comprovantes de pagamentos de impostos em geral, como IPTU, IPVA e Imposto de Renda devem ser guardados por cinco anos. Mas fique atento a um detalhe: esse prazo começa a contar somente no primeiro dia útil do ANO seguinte ao do pagamento. Ou seja, melhor guardar por 6 anos para garantir.

CARTÃO DE CRÉDITO:
Faturas quitadas do cartão devem ser guardadas por cinco anos.

ALUGUEL E CONDOMÍNIO:
Se você mora de aluguel, o ideal é guardar os comprovantes de pagamento por três anos. Esse é o período que o dono do imóvel tem para contestar os pagamentos. O mesmo prazo de três anos vale para o contrato e o termo de entrega das chaves após a desocupação do imóvel. No caso do condomínio, recomenda-se guardar os comprovantes por cinco anos. O Serasa recomenda que você conserve os comprovantes por todo o tempo em que morar no imóvel, para garantir. Para não acumular tanto papel, você pode pedir à administradora do prédio uma declaração de que não há débitos. Ah, os condomínios pagos antes de 1993 (antes da regra mudar) devem ser armazenados por 20 anos (!!!).

Quer saber como eu organizo meus documentos? É só assistir o vídeo:

Beijos!

 

Conta bancária grátis? Existe sim!

Há alguns anos, descobri uma maneira de economizar mais de R$ 500 por ano com uma mudança simples: parei de pagar tarifas em todas as minhas contas bancárias. Essa possibilidade não é divulgada, muito menos oferecida ao cliente na hora do atendimento. Mas ela existe e já me rendeu uma bela economia!

Hoje existem dois modelos de contas gratuitas: a conta de serviços essenciais e a conta digital. A escolha vai depender do seu perfil. Eu não tenho costume de ir ao banco e prefiro fazer tudo pela internet. Me dou bem com a conta digital para usar no dia a dia, mas também tenho a de serviços essenciais. O legal é que você não precisar abrir uma conta nova, basta ir ao banco e pedir a alteração.

Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor tem uma cartilha com dicas ótimas sobre tarifas bancárias. Também separei para vocês uma matéria da revista do Idec sobre a conta digital com muita informação útil!

Postei um vídeo com mais detalhes sobre essas duas opções de conta e as vantagens de cada uma:

Se quiser se aprofundar no assunto e conhecer seus direitos, consulte a resolução do Banco Central que trata da cobrança de tarifas.

Beijos!

Guia de compras da Marie Kondo

A japonesa Marie Kondo é uma inspiração para mim e me já apareceu várias vezes aqui no blog com dicas incríveis de organização. Gosto do método dela porque envolve não só a organização, mas o destralhe e a redução do consumo. Acredito que com esses três itens, todo mundo pode ter uma casa organizada e livre de excessos. Mas uma coisa é ler as dicas da Marie Kondo nos livros, e outra é colocá-las em prática, certo/

Pensando nisso, o site da revista The New Yorker levou a nossa organizadora preferida para fazer compras em uma loja maravilhosa, a Anthropologie. Confesso que nunca tive coragem de comprar nada nessa loja ($$$), mas as peças são realmente lindas. Enquanto Marie passeava pelas araras, ela passou algumas dicas valiosas para fazer compras inteligentes. Você pode ler a matéria original em inglês aqui, mas eu fiz uma adaptação em português com alguns comentários.

Se quiser conhecer mais sobre o método konmari, leia os posts abaixo:

A mágica da arrumação

Como organizar guarda-roupa

Marie Kondo

Visualize a roupa desejada antes de começar as compras

Não saia para fazer compras sem foco. Você só deve entrar em uma loja (ou site) quando precisar de algo específico, e é importante visualizar sua versão ideal daquele item antes de entrar. Isso evita que você se conforme em comprar algo pior ou totalmente diferente do foco inicial.

Cada peça de roupa ocupa um papel diferente na sua vida

A maior parte dos itens que você compra pertence a um segmento da sua vida, mas não necessariamente a outro. Pense em roupas de trabalhar versus roupas de sair. Avalie em qual área da sua vida você usará o novo item na maioria das vezes, porque isso vai ajudar a definir sua escolha. Caso contrário, você pode acabar com peças muito apertadas ou curtas para o ambiente de trabalho, ou ainda roupas casuais que exijam muitos cuidados.

Toque cada peça de roupa

Assim como a Marie Kondo recomenda para o destralhe da casa, é importante tocar cada peça que você possa comprar. Compras em potencial deveriam dar a sensação de contentamento quando você as sente. Caso a peça não desperte o sentimento, ela não vale seu dinheiro.

Ignore roupas não disponíveis no seu tamanho

Se a loja não tiver aquela peça no seu tamanho, ignore-a completamente e não fique tentando fazer a roupa cair bem a qualquer custo.

Evite o que não desperta alegria

Como mencionado antes, os itens que você vai comprar devem despertar alegria. Isso significa que eles deveriam te deixar animada sobre eles, sobre a vida, e não trazer associações negativas. Você deve evitar qualquer coisa que te deixe mal consigo mesma, que seja desconfortável ou traga memórias ruins do passado. A Marie praticamente não usa calças porque elas pararam de “despertar alegria” nela.

Passeie pela loja inteira antes de experimentar algo

Você quer tomar a decisão mais inteligente possível, e a melhor maneira de fazer isso é avaliar tudo o que a loja (ou site) oferece. Pode demorar mais tempo, mas percorra toda a loja para que você não perca nada interessante e perto do que você procura.

Faça compras sozinha

Ter sucesso nas compras envolve ver e provar muitas roupas, o que pode ser chato quando se tem amigos ou familiares te esperando. A Marie Kondo prefere fazer compras sozinha, ou, no máximo, leva o marido. Eu considero que levar acompanhantes aumenta as chances de erro, porque é muito fácil se deixar levar pelos comentários dos outros.

Aceite seu tamanho atual

Mais do que ignorar qualquer peça que não seja do seu tamanho, Marie Kondo sugere que você goste do seu corpo como ele é. Aprendendo a ser mais confiante e confortável na sua própria pele, você estará menos vulnerável a fazer compras emotivas sem base na realidade. “Eu só compro o que fica bem em mim. Se eu quiser emagrecer, faço isso primeiro e depois vou às compras”, disse Marie.

Não espere que um item desejado entre em liquidação

Marie Kondo acredita que se você esperar muito para que a peça entre em promoção, você pode perder a oportunidade de comprar o tamanho certo, já que as liquidações costumam ter pouca numeração. Para garantir que você compre apenas aquilo que te cai bem, compre logo as roupas que você adorou. Você vai economizar dinheiro na costureira para deixar a peça no seu tamanho.

Reduza até chegar ponto de sentir o “click”

Nesse dia de compras, a Marie selecionou 10 vestidos, depois reduziu para dois. A ideia é analisar cada peça e levar só as que despertarem alegria e não te façam sentir culpada depois de sair da loja. Tenha certeza de que precisa ou quer muito aquilo que está comprando.

6 Filmes para pensar sobre Minimalismo

Buscando incentivo para reduzir o consumo e viver com menos? Conheça 6 filmes que vão inspirar sua jornada pelo minimalismo!

A lista é resultado de muita pesquisa e de uma maratona intensa de filmes. Veio de uma grande amiga a ideia de mostrar filmes que tratam do minimalismo e eu adorei escrever um pouco sobre os meus preferidos para vocês. Alguns são mais hollywoodianos, outros mais ‘vida real’, mas cada um me fez pensar sobre o nosso apego aos objetos.

Se você conhece algum desses títulos, me conte o que achou dele! 🙂

No Impact Man

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Uma família de Nova York decide passar um ano reduzindo ao máximo o impacto no meio ambiente. Isso quer dizer: abrir mão da eletricidade, consumir apenas alimentos produzidos localmente, abolir o uso de papel higiênico e não embarcar em carro, ônibus, trem ou avião. Eles também pararam de comprar e assistir televisão.

O pai da família, Colin Beaven, virou um fenômeno da mídia. Ele participou de shows na TV e deu dezenas de entrevistas para jornais do mundo inteiro. Fiquei com a impressão de que ele estava adorando toda essa exposição e usou o projeto para se promover (e vender livros). Apesar disso, a experiência dessa família norte-americana alerta para a questão do consumo excessivo e me fez repensar vários costumes.

Um exemplo: eles passam uns dias na fazenda para conhecer a produção dos alimentos que compram na feira. Quantos de nós sabemos de onde vem nossa comida? Em que condições ela é produzida? Se você consome carnes, sabe como os animais são tratados? Mesmo que eu não concorde 100% com a postura do Colin, foi bom parar para pensar nessas coisas.

O documentário, disponível no Netflix, mostra a vida em família sem consumo. Dá para perceber que a filha deles não sente falta de praticamente nada do que tinha antes e até se diverte mais sem televisão ou eletricidade. Também achei interessante ver como o casal superou alguns desentendimentos durante o projeto. Tipo: onde vamos guardar a comida se não temos geladeira?

Bill Cunningham New York

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Foto: CLINT SPAULDING/PatrickMcMullan.com

O fotógrafo norte-americano Bill Cunningham, hoje com 86 anos, faz graça da contradição da própria vida. Ele mora em Nova York com pouquíssimos objetos e remenda as roupas com fita isolante, mas ganhou fama fotografando desfiles de moda, festas da alta sociedade e pessoas estilosas nas ruas.

Bill é um apaixonado pela moda e pela fotografia, é praticamente uma obsessão. Ele nunca teve um relacionamento amoroso nem constituiu família, muito menos ficou rico com a profissão. Quando estava na revista Details, rasgava os cheques do pagamento. Trabalhando de graça, ele não poderia receber ordens dos chefes. “Dinheiro é barato. Cara é a liberdade” – uma das frases mais lindas que já ouvi.

Notou o casaco azul da foto? É marca registrada de Bill. Essa peça é vendida em lojas de ferramentas na França e usada por trabalhadores de fábricas. Pela praticidade, foi o casaco escolhido por um homem que tem acesso aos maiores estilistas do mundo :). A paixão pela fotografia e o desapego extremo em uma cidade exuberante como NY me impressionaram. Filme imperdível para quem curte moda, fotografia e simplicidade.

My Stuff
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Cansado do apartamento abarrotado de coisas, um finlandês resolve colocar todos os objetos em um depósito para pensar sobre o que é realmente necessário. A ideia é que ele possa, durante um ano, buscar um item por dia. Ele fica sem absolutamente nada, tanto que precisa correr pelado até o depósito para buscar um casaco no primeiro dia do projeto. Ah, e ele não podia comprar nada nesse período! Só consertar ou trocar.

Fiquei pensando em quais objetos eu resgataria nos primeiros dias. No caso do Petri, era inverno, e ele optou por casaco, botas e uma coberta. Para conseguir trabalhar e sair de casa, ele precisou de calça e blusa (mas deixou as cuecas guardadas por um tempo, heheheh). O colchão também voltou para casa nas primeiras semanas.

Já o celular, que parece tão indispensável nos dias de hoje, ficou quatro meses no depósito. Até da geladeira ele abriu mão por um tempo: deixava os alimentos do lado de fora da janela (imagina o frio!). É engraçado que ele não passa por muitos apertos no dia a dia de trabalho e casa. A situação só encrenca quando ele vai sair pela primeira vez com uma garota e não tem roupas limpas nem um ferro para deixá-las apresentáveis.

Ele fica tão acostumado com a situação que chega a ir ao depósito e sair de mãos abanando: nada ali dentro era necessário. No fim das contas, ele percebe que precisa de 100 itens essenciais e mais 100 para um conforto extra. Isso contando cada garfo, liquidificador e cortinas da casa, ok? Mais sobre o filme aqui.

Na Natureza Selvagem (Into the Wild)
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Quem nunca pensou em largar tudo e passar um tempo isolado do mundo? Depois de se formar na faculdade, Christopher McCandless doa todas as suas economias e começa uma viagem pelos Estados Unidos. Ele coloca uma mochila nas costas e parte com pouquíssimos objetos, chegando ao ponto de queimar o que restou de dinheiro no bolso.

O filme é baseado em uma história real e mostra a jornada de um jovem de classe média em busca de uma vida totalmente livre. Suas únicas preocupações são sobreviver na natureza e chegar ao Alasca. Ele conta com a ajuda das pessoas que vai conhecendo no caminho e impacta a realidade de muitas delas.

Fugir da civilização é um exemplo extremo, mas podemos aproveitar a história de McCandless para entender o que realmente importa na vida. Depois dessa experiência, ele chega às suas próprias conclusões sobre felicidade. Mas não vou estragar a história, vejam o filme 🙂 Disponível no Netflix.

Amor sem escalas (Up In the Air)
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O personagem do George Clooney passa a maior parte do tempo viajando e não gosta de perder tempo despachando bagagem ou carregando objetos desnecessários. Ele leva uma mala compacta com tudo o que precisa para as viagens a trabalho: computador e poucas roupas.

O filme não se trata só disso, claro, mas as cenas do Clooney arrumando a mala e a visão do apartamento dele, com pouquíssimos itens, me chamaram atenção. Incontáveis vezes nessa vida eu me senti como a colega de trabalho dele, que carrega travesseiros e uma mala nada prática. Dá trabalho carregar e cuidar de tanta coisa, então eu sempre me arrependia. Ainda não reduzi meus pertences como o personagem, mas minha mala já é bem menor!

Além do trabalho com empresas, o personagem dá palestras. Ele convida o público a imaginar todos os pertences pessoais em uma mochila e sair andando com ela. Impossível para a maior parte das pessoas. Ele sugere o mesmo exercício com relacionamentos: alguns pesam mais, outros são mais leves. Precisamos mesmo ficar com todos? Filme disponível no Netflix.

We the Tiny House People
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Tente colocar todos os seus pertences em uma dúzia de metros quadrados. Impossível? Essa difícil tarefa é normal para os moradores de minicasas. A diretora Kirsten Dirksen entrevistou várias pessoas que passam a vida em imóveis minúsculos e conseguem acomodar tudo o que possuem lá dentro.

Muitas das casinhas exibidas comportam sala, cama, banheiro e cozinha, tudo em versão reduzida. É outro exemplo extremo de minimalismo, mas me fez pensar em todo o espaço desperdiçado na minha casa. Pagamos caro por cada metro quadrado de um imóvel e devemos aproveitá-los da melhor maneira.

Então ignore as excentricidades de alguns personagens e foque nas ideias geniais de uso o espaço. O filme me rendeu ótimas ideias para o apartamento! Esse está disponível no Youtube.

 

Você tem mais alguma dica de filme com ideias e personagens relacionados ao minimalismo? Escreva aqui nos comentários, quero assistir mais filmes sobre o assunto 🙂

Beijos!

Organizando as finanças para 2016

Meus feeds do Facebook e do Youtube só falam em uma coisa: compras, compras e compras. Já pulei essa parte do meu Natal, como contei pra vocês, mas estava sentindo falta de organizar a minha vida financeira para 2016. Esse ano eu fui fiel à planilha de gastos e isso me ajudou muito. O início do ano foi bem bagunçado em relação aos gastos por conta do casamento, mas depois consegui “entrar nos eixos”.

Em vez de esperar dezembro acabar para pensar nas contas de 2016, que tal já deixar pronto um plano para o ano? Acredito que não tem hora certa para planejar as finanças, o importante é começar. Postei no Youtube um vídeo com algumas dicas e contando um pouco da minha organização para 2016.

Várias metas de ano novo exigem dinheiro, então a organização financeira é fundamental. De que adianta fazer mil planos, mas não saber como tirá-los do papel?

Clique na foto abaixo para assistir ao vídeo. Aproveite para se inscrever no canal 🙂

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Beijos!

 

Aproveite a vida sem compras

O que você faz quando não está gastando? Já parou para pensar em quanto as atividades que não custam nada podem ser prazerosas? Hoje descobri um projeto incrível do site The Story of Stuff Project, que recomendo muito para quem também está nessa fase de redução do consumo. Eles estão propondo que você poste fotos mostrando como você aproveita essa época do ano sem comprar presentes.

Pessoas de todos os lugares do mundo estão mandando fotos inspiradoras e você pode fazer o mesmo! Se você tem alguns dias de recesso e quer fugir de shoppings lotados, pode buscar inspiração na galeria. Tem gente cozinhando, fazendo artesanato, passeando com o cachorro e outras mil coisas. A ideia é mostrar tudo aquilo que você pode fazer usando o tempo que gastaria com compras.

Olha quantas coisas incríveis as pessoas estão fazendo ao redor do planeta:

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Ficou inspirado para fazer algo diferente em dezembro? Eu amei a ideia e já quero mandar mil fotos! É só entrar nessa página e mandar sua foto 🙂

Se você ainda não leu o post com a nossa conversa sobre presentes de Natal, aproveite e clique aqui. É uma reflexão rápida sobre o consumo louco dessa época do ano e a obrigação de trocar presentes. Minha família aboliu essa ideia e estão todos satisfeitos com a escolha 🙂

Beijos!

Perigo das compras por impulso

Participar do Desafio 30 dias sem compras tem me feito pensar muito no meu consumo. Nunca sabemos muito bem para onde vai nosso dinheiro porque compramos sem pensar, na maior parte das vezes. Desde que comecei a controlar melhor meus gastos, percebi que meu ponto fraco é a compra por impulso. As piores compras são feitas nessas ocasiões: roupas que não caem bem, um item novo de decoração que eu não precisava…

No início, tomei uma atitude radical e deixei os cartões de crédito em casa. Tenho dó de gastar no débito e nunca ando com dinheiro vivo, então apelava para o crédito quando sentia aquela vontade de comprar algo. Percebi também que essa “vontade” só aparece quando eu estou diante da vitrine. Em casa, esses desejos somem. Aí aprendi a planejar compras e isso tem dado muito certo. Quase sempre desisto do produto poucas horas depois de chegar em casa.

Fui atrás de dados sobre o assunto e fiquei impressionada com uma pesquisa do SPC Brasil dizendo que 8 em cada 10 consumidores já fizeram compras por impulso porque viram uma promoção. Acho que todo mundo já passou por isso: não estava exatamente precisando de um sapato, mas não resistiu àquela placa vermelha enorme na frente da loja.

As pessoas se sentem atraídas pelo preço supostamente vantajoso e acham que estão fazendo um ótimo negócio. Mas é o barato que sai caro, na minha opinião. Aquela bolsa pode ter saído pela metade do preço, mas vira um desperdício de dinheiro se ficar encostada no fundo do armário.

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Me identifiquei com outro dado da pesquisa: o brasileiro tem em média três compras parceladas. Sério, acho que meu cartão nunca ficou sem uma parcelinha pra animar a fatura…heheheh. As minhas compras parceladas costumam ser muito bem pensadas, ao contrário da maioria das pessoas: 35% das parcelas foram feitas por impulso, de acordo com a pesquisa.

Meu ponto fraco também é o de muitos entrevistados: o supermercado. Vou para passear mesmo, olho todas as novidades. Levo a minha lista, mas vou de coração aberto a “promoções imperdíveis” e produtos desconhecidos. Pelo visto não estou sozinha: considerando as últimas cinco idas ao mercado, 43% das compras foram feitas por impulso. Acho que não chego a tanto porque sempre vou com um limite de valor para gastar. Essa é uma boa tática para não se desvirtuar tanto no paraíso das gôndolas.

Ninguém aqui quer fazer dívidas e entrar na lista do SPC, então vamos pensar na razão das compras por impulso. Se não é por necessidade, o que é? Stress, raiva, carência? Nem sempre é fácil, mas o ideal é cuidar do aspecto emocional antes de descarregar tudo no shopping. Afinal, a preocupação pós-compras e o medo de não conseguir pagar as contas chegam para 28% das pessoas.

Beijos!

Dilemas da vida sem compras

O fim de semana tem sido a parte mais difícil dessa tentativa de diminuir o consumo. Agora que estou participando do Desafio 30 dias sem compras, a situação ficou crítica. Hoje em dia compro muito menos que no passado, mas ainda assim fico tentada em várias ocasiões. Consigo evitar as lojas durante a semana, mas quase nunca escapo aos sábados e domingos.

Sempre tem aquela passadinha rápida no supermercado, uma ida ao cinema (sempre cercado de lojas) ou um almoço na quadra (quando o comércio de rua ainda está aberto). No último sábado o drama foi o shopping. Queríamos matar tempo antes de ir ao cinema e minha irmã logo sugeriu o tal shopping, que realmente era o lugar mais próximo.

Eu estive lá na semana anterior para buscar um pen drive com uma pessoa e resisti bravamente, como falei nesse vídeo (também expliquei um pouco o desafio do Tem Açúcar, dá uma passadinha lá). Mas naquele dia eu estava sozinha e foi fácil não entrar em nenhuma loja. Dessa vez minha irmã foi direto no meu ponto fraco…

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A Forever 21! Quantas camisetas lindas, vestidinhos e tantas outras coisas que eu estou “precisando”… Dei uma volta na loja e vi que aquilo não ia acabar bem, então achei melhor esperar do lado de fora. Minha técnica é bem simples: se eu vejo que está difícil, vou embora. Não tem como comprar nada no corredor do shopping…heheheheh

Mas aí veio o outro drama do desafio sem compras. Como fazer com presentes? Temos um aniversário de criança daqui a pouco e não consigo pensar em não levar nada! Não que seja uma obrigação, mas é tão bom presentear uma criança querida. Ainda não estou pronta para abrir mão de presentes, então defini um valor e fui atrás de algo que tenha real utilidade para a aniversariante. Minhas amigas mamães sempre recomendam dar roupas, o que acho uma ótima ideia. Comprei o presente e estou muito tranquila com isso 🙂

Vai parecer uma desculpa para o meu fracasso, mas acredito que cada um define seus próprios limites dentro do desafio. Não me sentiria bem deixando de levar presentes em aniversários. Nem escrevendo poemas para o aniversariante, como sugeriu meu pai. Aniversário ainda é algo mágico pra mim!

Já no Natal minha relação com as compras muda totalmente… mas falaremos sobre isso em algumas semanas 🙂

E vocês, como têm enfrentado o desafio sem compras?

Beijos!

 

30 dias sem compras

Na última quinta-feira começou o desafio 30 dias sem compras, organizado pelo site Tem Açúcar?, e eu logo me inscrevi para participar. A ideia de fazer um desafio em grupo é incrível porque nos ajuda a manter o foco. Uma coisa é você decidir não comprar nada por conta própria. Quando surgir uma tentação, a única pessoa que você corre o risco de decepcionar é você mesmo. Fica fácil burlar o desafio, concorda? Quando há um grupo, você pode dividir suas angústias e buscar inspiração de quem também está disposto a mudar os hábitos de consumo.

As regras do desafio são simples: até dia 15 de novembro, não compre nada supérfluo ou desnecessário. Encontre o seu limite na hora de avaliar o que é necessário ou não, isso muda para cada um. Mais de mil pessoas já estão participando e dividindo suas experiências na página do Facebook.

Se você gostou da ideia, pode entrar no desafio a qualquer momento. Gravei um vídeo explicando um pouco melhor a proposta e contando como foram meus primeiros dias sem compras. Quer saber como eu me virei nessa? É só dar o play 🙂

Se você ainda não é inscrito no canal do Youtube, faça isso! É só clicar nessa casinha que aparece no canto inferior esquerdo durante o vídeo.

Beijos!

 

Roupas novas de graça! Qual o segredo?

Oi, gente!

No sábado algumas amigas colocaram em prática uma ideia antiga no nosso grupo: um bazar de trocas! Cada uma levou roupas, sapatos, acessórios e livros que estavam encostados no armário. Nada tinha preço, cada uma podia escolher o que quisesse. Deu certo porque eram roupas de vários tamanhos, então todas puderam ficar com alguma peça. Eu dei sorte e fiquei com quatro blusas e um vestido. Tudo lindo, tem roupa até com etiqueta! E herdado da minha amiga Amanda, que tem ótimo gosto para roupas :).

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Olha quanta coisa linda! Só o vestido ficou de fora da foto. Quanto eu gastaria se fosse comprar tudo isso no shopping? Por baixo, uns R$ 300. E garanto que a Amanda ficou feliz por liberar espaço no armário para organizar melhor as roupas que ela realmente usa. Tiramos fotos de algumas peças que não couberam em ninguém e mandamos para as amigas que não puderam ir, foi um “bazar virtual”. O restante foi para doação.

A ideia deu muito certo e pode ser copiada por todas vocês. É só organizar um lanchinho e chamar as amigas. Deixe todas as peças à mostra e reserve um cantinho com espelho para provar as roupas. Aquele short que sua amiga não consegue usar pode ficar lindo em você! Com certeza faremos nosso bazar mais vezes!

Beijos!