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Dia de destralhe no guarda-roupa!

Hoje foi dia de revisar o armário e tirar algumas peças para doação! Fiquei de levar roupas para um bazar de caridade, e imaginei que não teria muito o que dar. Afinal, fiz uma super faxina na época da mudança para o apartamento novo e não comprei quase nada esse ano. Mas parece que as roupas brotam no armário, é impressionante! Quanto mais eu tiro, mais vejo que é possível reduzir.

Muitas de vocês descrevem a sensação de limpar o armário como um alívio para a mente! Eu sinto a mesma coisa, parece que tudo fica mais leve dentro de casa. Dá gosto ver o guarda-roupa livre e organizado, sem aquele tumulto de roupas amassadas 🙂

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No total, foram 9 peças minhas e 1 do marido. Na foto aparecem 8 minhas, mas depois lembrei de acrescentar uma calça de ginástica que estava na fila para o destralhe! Ainda coloquei na sacola um timer de cozinha em formato de bule. Ele é fofo, mas nunca foi usado! Quando preciso marcar o tempo, prefiro usar o celular.

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Reconheceram as peças? Algumas delas fizeram parte do desafio Agora Vai, que faço todo mês no Youtube. A blusa de frio azul já passou por lá e eu não consegui desapegar na época. Ela é bonita, mas eu acabo usando 1 ou 2 vezes por ano, no máximo! Por ser de frio, já me restringe a alguns dias de maio e junho, praticamente. Ela é larga e deixa os ombros à mostra, o que exclui o uso no trabalho. Tenho outros casacos mais bonitos e práticos de usar, então essa sempre era a última opção.

A minha intenção com todo esse processo é ter um guarda-roupa enxuto e que me faça feliz. Ou seja, que eu goste de todas as minhas roupas e não tenha nada por apego ou obrigações, do tipo “tá na moda”, ou “um dia vou usar”. Entendi que essa blusa é totalmente dispensável no meu armário e pode ser muito mais útil para outra pessoa. Ah, essa eu também comprei sem provar, um dos meus maiores erros!

A camiseta verde veio do armário da minha irmã por estar bem gasta (carinha de velha, sabe?). Peguei para “usar em casa”, outro erro muito comum que estou tentando evitar. Não acho que faça sentido manter várias roupas velhas e manchadas para ficar em casa. Claro que é bom ter uma ou outra para uma faxina ou trabalho mais pesado, mas em geral gosto de ficar em casa com roupas que me agradam. Não estou dizendo que me arrumo para ficar no sofá, mas prefiro usar roupas “inteiras” para isso. Faz sentido?

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A saia e a blusa estavam “encostadas” há um tempo na minha lojinha no Enjoei. A blusa eu comprei para usar em uma festa de ano novo (2013/2014) e usei pouquíssimas vezes depois. Ela é linda, mas tem um tecido bem transparente e só consigo usar com uma blusinha por baixo. Aí bate aquele calor só de pensar em sair com duas blusas e eu acabo deixando essa de lado.

A saia veio do armário da minha irmã, que deve ter usado a peça uma ou duas vezes. Ela separou várias roupas para eu colocar na minha lojinha e muitas foram vendidas, mas essa ficou sobrando. Ela é tamanho 36 e um pouco curta, difícil de usar. Vai para o bazar em busca de uma nova dona!

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E teve também roupa com etiqueta, acreditam? Essa o marido ganhou e nunca usou, ficou esquecida na gaveta. Felizmente, ele não é de comprar muito e sabe escolher bem: só compra o que realmente vai usar. Essa blusa foi uma pena, porque veio de outra cidade e não pudemos trocar.

Colocar essa camisa na sacola de doações me fez lembrar de todas as roupas que eu doei sem nunca terem sido usadas, muitas delas ainda com a etiqueta. É muito dinheiro desperdiçado, fora o tempo perdido indo à loja, provando as peças, etc. Fico feliz quando vejo que isso não acontece há um bom tempo 🙂 Claro que ainda cometo alguns erros nas compras, mas hoje em dia estou bem mais eficiente nesse sentido.

Espero muito que esse destralhe sirva como incentivo para você começar o seu! Esse fim de ano é uma época ideal para colocar a casa em ordem e começar o novo ano com tudo no lugar!

Beijos!

Destralhe de hábitos

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Li um post do Meu Diário Minimalista sobre um exercício rápido para clarear nossos pensamentos e colocar no papel aquilo que está em excesso ou em falta na nossa vida. A ideia veio do Be More With Less e consiste em fazer três listas (já ganhou a atenção da virginiana aqui).: less (menos), more (mais) e none (nada).

Colocando nossos desejos e hábitos no papel, fica mais fácil enxergar o que queremos continuar fazendo e o que devemos reduzir ou eliminar da nossa rotina. Quando comecei a escrever, reparei que as minhas prioridades são basicamente as mesmas do fim de 2015, quando bolei minhas metas para 2016. Parece bobo, mas esse já é um grande avanço para quem muda de ideia com facilidade, como eu. Só de saber que estou caminhando na mesma direção há alguns meses, fico satisfeita. A vida inteira eu mudei de rumo várias vezes e abandonei projetos pela metade. Agora vejo que as coisas estão mais definidas 🙂

Less (menos)

Redes sociais tenho o hábito de deixar o Facebook e o Whatsapp web abertos no computador, então acabo vendo muito mais do que deveria. Quero limitar um período do dia para consultar Facebook, Instagram e Snapchat. Ainda uso muito Whatsapp e e-mail para o trabalho, então esses ficam de fora.

Açúcar a vida inteira fui aquela pessoa que comia à vontade sem se preocupar com o peso. Comia todo tipo de doce sem critério, mas hoje sei que não é só o peso que importa. Aos 31 anos, preciso me preocupar mais com a minha alimentação e o açúcar é um grande vilão. Entra na lista de less porque não quero cortar para sempre.

Gastos – por mais que eu tente cortar gastos de todos os lados, sempre acho que dá para melhorar. Esse ano eu gastei MUITO com a casa e comecei a pagar várias contas novas (luz, condomínio, internet, etc). Fiquei um pouco perdida no início, mas já me adaptei à nova realidade e agora quero focar em cortar!

Exageros na alimentação segue a mesma ideia que falei acima sobre o açúcar. Preciso aprender a comer só um pouco e não encher o prato. Dia desses fui no buffet do meu trabalho e servi 4 tipos de doces. Oi? É esse tipo de exagero que quero cortar.

Ansiedade  tenho o péssimo hábito de me preocupar muito com o futuro e tomar decisões “prevendo” o que pode me acontecer no futuro. E hoje vejo que essas são as piores decisões que eu faço. Preciso começar a confiar que tudo vai se resolver na hora certa.

More (mais)

Exercícios – entrei no pilates e estou adorando! Quero criar esse hábito na minha vida, coisa que nunca consegui. Agora moro pertinho de um parque e tenho feito algumas caminhadas, o que tem me animado bastante.

Foco – quero fazer tudo ao mesmo tempo e acabo não fazendo nada, sabe como é? Perco tempo e energia com coisas que não me acrescentam em nada, e acabo deixando de lado aquelas que são realmente importantes.

Leituras específicas – sempre gostei de ler, mas nunca fui muito criteriosa. Ia na mesa de ‘mais vendidos’ da livraria e escolhia títulos de todo tipo. De uns meses para cá, passei a definir melhor os assuntos sobre os quais quero ler. Isso não será para sempre, mas no momento tem me feito bem e quero continuar.

Meditação – preciso! Fiz dois cursos de meditação para conhecer melhor a prática e estou tendo muita dificuldade em criar o hábito diário. Sei que vai ser a resposta para muitas questões minhas, então quero insistir na meditação até conseguir.

None (nenhum)

Remoer pensamentos – a ansiedade me leva a remoer eternamente os problemas (do presente, passado e futuro). Isso não me faz bem e eu quero cortar completamente da minha vida. A meditação ensina a afastar pensamentos sem se deixar afetar por eles durante a prática. Só deixar ir, sem se preocupar. É o que estou tentando fazer o dia a dia sempre que algo vem à tona. Uma técnica é começar a pensar em algo positivo ou agradecer pelas coisas boas do dia. Claro que nem sempre funciona, especialmente naqueles dias de desânimo extremo.

Sugiro que você faça esse exercício para entender melhor o que pode estar em excesso na sua vida. O destralhe não ajuda só a organizar a nossa casa, é bom para a mente também 🙂

Beijos!

5 coisas para doar ou jogar fora

Você quer se organizar, mas não sabe por onde começar? Tente esse desafio e encontre 5 itens para doar ou jogar fora. Reduzir a tralha acumulada já é um grande passo rumo à organização completa da casa! O destralhe é muito importante nesse processo porque é impossível organizar aquilo que não tem utilidade no seu dia a dia.

O desafio está lançado: procure os itens da lista e livre-se deles. Você vai ver como é boa a sensação de destralhar a casa! Se sobrar tempo, dê uma volta pelos cômodos em busca de lixinhos escondidos, como canetas sem tinta, recibos de cartão de crédito, contas já pagas, sacolas de compras, etc.

itens para doar ou jogar fora

Beijos!

Agora vai! Resultado de março

Mais um mês de Agora Vai e três itens a menos no meu guarda-roupa! O desafio de março foi um pouco diferente e incluiu maquiagem e acessório. A ideia é escolher 3 peças abandonadas no armário para usar durante o mês. Se eu não usar ou não gostar do resultado, os escolhidos precisam ser doados ou vendidos.

Para março, eu escolhi uma saia, um batom e um par de brincos. O resultado desse desafio você pode conferir no vídeo abaixo. Se você ainda não é inscrito no nosso canal no Youtube, corre lá!

Lá também mostro os itens escolhidos para entrar no desafio de abril. Dessa vez foi um pouco mais difícil escolher as peças, mas deixei o apego de lado e fui em frente 🙂

Beijos!

Agora Vai! Resultado de janeiro

No início de janeiro eu comecei o desafio Agora Vai para liberar mais espaço no guarda-roupa. A ideia é escolher, todo mês, 3 peças que estejam esquecidas no armário e dar uma última chance a elas. Se eu não conseguir usar a roupa ou acessório no período, ela precisa ser vendida ou doada.

Para janeiro, escolhi uma saia, um vestido e uma regata. Gostei muito da experiência e contei os resultados o desafio em vídeo. Ah, no vídeo mostro também as peças escolhidas para fevereiro. É só clicar no vídeo para assistir:

E se você ainda não é inscrito no canal, corre lá! Acabamos de completar 1.000 inscritos no Youtube e surgem várias dicas legais nos comentários dos vídeos. Para se inscrever, é só ir no canal e clicar no botão vermelho de inscrição. Te espero lá!

Beijos!

Atualização Project Pan

Em julho do ano passado eu comecei a minha primeira edição do Project Pan: escolhi alguns itens de maquiagem e cuidados pessoais que estavam um pouco encostados para usar até o final. A ideia é destralhar e evitar o desperdício, ao mesmo tempo. Costumamos ter muitos produtos abertos ao mesmo tempo e dificilmente usamos todos até a última gota.

Muita coisa acaba vencendo e vai para o lixo, ou pior: nem percebemos a validade e continuamos usando. Tenho um problema sério com máscara de cílios. Depois de três ou quatro meses de uso, começo a sentir muita sensibilidade nos olhos e preciso trocar por uma nova. Isso com qualquer marca de máscara, já tentei de tudo mesmo!

Para diminuir o risco de usar algo sem qualidade e reduzir um pouco nosso arsenal de beleza, veio o Project Pan. De julho para cá, eu acabei com alguns produtos da lista, mas outros continuam por aqui. Quero atualizar vocês sobre o andamento do projeto. Atualmente estamos assim:

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O batom da Revlon é lindo, mas a tampa está quebrada, então não consigo carregar na bolsa. Uso quase todos os dias antes de sair para trabalhar, então falta pouco para acabar.

O lápis preto Dior está quaaaase no fim! Essa parte prateada é um esfumador. O produto mesmo só vai até a linha preta. Esse lápis é bem macio e perde a ponta praticamente a cada uso. Evito usar em casamentos ou festas em locais mais quentes porque ele borra muito. Prefiro nem revelar a idade desse lápis por questões de vergonha, heheheh.

O lápis de sobrancelha da Vult está bem usadinho, mas ainda resiste firme e forte na caixa de maquiagem. Ele é ótimo, recomendo muito. Mas ganhei um kit em pó da Anastasia e me adaptei melhor a ele, então preferi trocar. Para não ficar com dois produtos com exatamente a mesma função e efeito, preferi acabar com o lápis da Vult.

Fora isso, tínhamos um BB Cream, uma base, outro batom, um primer de olhos e um hidratante para os pés. O BB Cream e o hidratante acabaram em poucas semanas. A base demorou um pouco mais, mas já deu lugar às outras que estavam fechadinhas na gaveta. O batom é um caso sério… ele tem uma cor mais escura do que costumo usar e ainda está encostado. Nem coloquei na foto! O primer eu sempre esqueço que existe…hahahah Sério, é até bom fazer algumas compras erradas para aprender que não precisamos de tudo que existe nessa internet.

Como anda a gaveta de maquiagem de vocês? Quem sabe não chegou a hora do destralhe? 🙂

Beijos!

Guardar ou doar? Guia para o destralhe

Esses dias o blog Vida Organizada compartilhou no Facebook uma ilustração para ajudar quem precisa destralhar o armário. A imagem foi publicada pela página do governo do Rio Grande do Sul e dá orientações para acabar com a clássica dúvida: será que eu guardo ou não?

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Sabe quando você separa algumas peças para venda/doação, mas não consegue se decidir sobre a pilha do “talvez”? Pegue cada roupa e faça as perguntas na ordem sugerida na imagem. Eu pularia a primeira pergunta, sobre “razões sentimentais”. Não acho que esse seja um bom motivo para guardar nada.

Vá direto para a parte objetiva. Está rasgada ou estragada? Ainda te serve? Pretende usar alguma vez? Se a peça estiver em mau estado, não adianta doar, é lixo. Abro uma exceção para moletons, toalhas e outras peças que possam ser usadas por instituições que cuidam de cachorros abandonados. Eles aproveitam de tudo para forrar as caminhas dos bichos. Já doei pano de prato, edredon velho, etc. É uma maneira linda de usar materiais que iriam para o lixo.

Também vou discordar do item “presente de alguém importante”. Sei que é difícil doar presentes, especialmente aqueles dados por pessoas que fazem questão de te ver usando a roupa. Mas não vejo sentido em deixar a roupa parada no armário sendo que alguém poderia ser feliz com ela.

Isso de ser caro ou não também é complicado. Mesmo que você tenha desembolsado uma grana por aquela roupa, ela não vale nada no fundo da gaveta. É melhor recuperar parte do dinheiro vendendo a peça do que abandoná-la. Aí sim vai ser um desperdício! A internet tem várias ferramentas interessantes para venda: o próprio Facebook, o Enjoei e o Tradr.

Beijos!

Loucuras do destralhe VÍDEO

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O destralhe faz parte da minha vida há algum tempo, mas ainda preciso trabalhar algumas “loucuras” em relação a ele. Sou muito desapegada com objetos que valem ouro para outras pessoas, jogo fora sem dó. Por outro lado, guardo lembranças que não fazem o menor sentido para muita gente.

Para mim, o lado bom do desapego é diminuir a bagunça e não ter coisas paradas em casa. É botar tudo em circulação e saber que alguém vai aproveitar algo que você estava desperdiçando. Mas não dá para jogar tudo fora, né? Preciso confessar que tenho minhas doidices de desapego/apego extremo. Contei nesse vídeo 10 loucurinhas do destralhe: 5 coisas que vão direto paras o lixo e 5 que ficam para sempre mofando em casa.

Vocês também têm alguma mania estranha na hora de fazer a limpa em casa?

Beijos!

Pare de comprar 5 coisas já!

Todo mundo tem um ponto fraco ligado ao consumo, não acham? Mesmo que você esteja empenhada em economizar e viver com menos, sempre aparece alguma novidade difícil de resistir. A minha maior dificuldade é deixar de comprar as cinco coisas que conto no vídeo de hoje. É difícil, mas garanto que dá para resistir! Assista ao vídeo e pare de comprar tudo isso HOJE.

Beijos!

Tradr: a ajuda que faltava para o destralhe

Em tão pouco tempo o Lar Possível já me rendeu várias alegrias. Uma delas foi poder conversar com uma pessoa muito criativa e inspiradora, a Jessica Behrens. Ela tem 23 anos, estudou na Universidade de Brasília e é a criadora do Tradr, aplicativo feito com apoio do Harvard Innovation Lab. É uma espécie de “tinder” do destralhe: ele exibe fotos de objetos e você diz se gostou ou não. A partir daí, pode negociar a venda ou doação com o dono do produto. Lá tem de tudo; roupa, sapato e acessórios. Você pode delimitar um raio de busca e ver apenas peças localizadas na sua região.

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Entrei em contato com a Jessica e ela topou responder algumas perguntas para o blog. O resultado é essa entrevista incrível que nos inspira a repensar a relação com o consumo.

O que despertou você para esse processo de destralhe?

Eu estava em uma crise existencial. Me sentia perdida dentro da minha própria vida. Estava terminando a universidade e tava vivendo a famosa crise de fim de curso. Não sabia o que fazer. Aí decidi me desfazer. Esse processo de destralhe foi um movimento muito mais profundo, bem filosófico e existencial mesmo. Queria descobrir o que era importante na minha vida. Mas aí como começar? Decidi começar pelos objetos. Fiz o desafio de me desfazer de uma coisa por dia durante um ano para no final ter 365 coisas a menos. Assim ia começar a perceber o que era e o que não era importante em minha vida. Aos poucos o mundo externo iria invariavelmente refletir no meu mundo interno. Foi uma espécie de ritual.

Antes do Tradr você já tinha o costume de comprar ou trocar peças usadas?

Eu sempre gostei de brechó e feira de trocas. Todo ano organizo um encontro com as amigas no qual todas levamos tudo que não queremos mais e trocamos. Sempre gostei mais da experiência que uma roupa ou uma peça traz do que a coisa em si. Aí realmente não faz diferença ser nova ou usada, a experiência de usar será nova e genuína mesmo assim. Aí junta isso com o fato de ser mais barato e melhor pro meio ambiente. Acho mais divertido e inteligente. Essa prática é mais comum na Europa, mas tem se popularizado cada vez mais no Brasil, principalmente agora por causa da crise econômica. Para muitos passa a ser uma forma interessante (e necessária) de economizar ou fazer uma grana vendendo o que tá acumulando poeira no armário.

Sua relação com o consumo mudou depois do trabalho com o Tradr?

A minha relação com o consumo mudou muito quando eu tinha 19 anos e mochilei durante nove meses por 16 países. Antes eu era aquele tipo de pessoa que abria um guarda-roupa abarrotado de roupas e falava que não tinha nada pra vestir. Quando decidi viajar, fui sozinha e com pouquíssimo dinheiro. Andava muito e pegava só transporte público. Era só eu e minha mochila. Aí só podia carregar o que conseguia colocar nas costas (literalmente). E sabe o que aconteceu? Não reclamei um dia sequer que não tinha o que vestir. Comecei a perceber que a minha felicidade estava em aprender, me aventurar pelo mundo e conhecer pessoas incríveis. Não tinha nada a ver com ter muitas coisas.
Hoje com o Tradr a minha atitude continua a mesma, mas agora, ao invés de sair de casa para ir garimpar, eu apenas abro o app. Entretanto, o meu nível de consciência mudou. Antes eu tinha uma perspectiva bastante individual. Agora eu adquiri um olhar coletivo. Comecei a realmente me conscientizar a respeito do impacto social e ambiental que as nossas decisões de consumo causam. É preciso pensar além do quê consumidor. Como consumimos? Que contexto e situações alimentamos a partir disso?

Como saber que chegou a hora de vender/doar uma peça?

Se não usamos ela há mais de um ano, muito provavelmente tá na hora de deixar ir. Duas coisas boas acontecem nessa hora: damos um lar mais feliz e movimentado pro que não usamos mais e também cedemos espaço pra algo que possa ser mais útil em nossa vida

O minimalismo também funciona para outras áreas da sua vida, como o trabalho?

Eu tento aplicar o minimalismo para todas as áreas, mas no trabalho anda difícil (risos). O Tradr está crescendo muito rápido no Brasil e principalmente nos Estados Unidos. Temos muitos desafios e muito trabalho pela frente. Mas agora com tanta coisa pra fazer, vejo que se torna ainda mais importante me organizar para ter a clareza e a sabedoria para tomar as melhores decisões. E o minimalismo me ajuda bastante nisso. Sempre que sinto que algo está bloqueado, abro mais espaço pra ter mais movimento. Afinal, sem movimento não há dança. 🙂

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Gostou da ideia? Baixe o Tradr e faça o teste!

Beijos!