Participar do Desafio 30 dias sem compras tem me feito pensar muito no meu consumo. Nunca sabemos muito bem para onde vai nosso dinheiro porque compramos sem pensar, na maior parte das vezes. Desde que comecei a controlar melhor meus gastos, percebi que meu ponto fraco é a compra por impulso. As piores compras são feitas nessas ocasiões: roupas que não caem bem, um item novo de decoração que eu não precisava…

No início, tomei uma atitude radical e deixei os cartões de crédito em casa. Tenho dó de gastar no débito e nunca ando com dinheiro vivo, então apelava para o crédito quando sentia aquela vontade de comprar algo. Percebi também que essa “vontade” só aparece quando eu estou diante da vitrine. Em casa, esses desejos somem. Aí aprendi a planejar compras e isso tem dado muito certo. Quase sempre desisto do produto poucas horas depois de chegar em casa.

Fui atrás de dados sobre o assunto e fiquei impressionada com uma pesquisa do SPC Brasil dizendo que 8 em cada 10 consumidores já fizeram compras por impulso porque viram uma promoção. Acho que todo mundo já passou por isso: não estava exatamente precisando de um sapato, mas não resistiu àquela placa vermelha enorme na frente da loja.

As pessoas se sentem atraídas pelo preço supostamente vantajoso e acham que estão fazendo um ótimo negócio. Mas é o barato que sai caro, na minha opinião. Aquela bolsa pode ter saído pela metade do preço, mas vira um desperdício de dinheiro se ficar encostada no fundo do armário.

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Me identifiquei com outro dado da pesquisa: o brasileiro tem em média três compras parceladas. Sério, acho que meu cartão nunca ficou sem uma parcelinha pra animar a fatura…heheheh. As minhas compras parceladas costumam ser muito bem pensadas, ao contrário da maioria das pessoas: 35% das parcelas foram feitas por impulso, de acordo com a pesquisa.

Meu ponto fraco também é o de muitos entrevistados: o supermercado. Vou para passear mesmo, olho todas as novidades. Levo a minha lista, mas vou de coração aberto a “promoções imperdíveis” e produtos desconhecidos. Pelo visto não estou sozinha: considerando as últimas cinco idas ao mercado, 43% das compras foram feitas por impulso. Acho que não chego a tanto porque sempre vou com um limite de valor para gastar. Essa é uma boa tática para não se desvirtuar tanto no paraíso das gôndolas.

Ninguém aqui quer fazer dívidas e entrar na lista do SPC, então vamos pensar na razão das compras por impulso. Se não é por necessidade, o que é? Stress, raiva, carência? Nem sempre é fácil, mas o ideal é cuidar do aspecto emocional antes de descarregar tudo no shopping. Afinal, a preocupação pós-compras e o medo de não conseguir pagar as contas chegam para 28% das pessoas.

Beijos!

2 comments on “Perigo das compras por impulso”

  1. Oi Elisa! Estou há quase uma hora lendo várias de suas postagens!
    Que trabalho incrível você faz aqui no Lar Possível.
    As postagens são bem escritas e com conteúdo.
    Já estou seguindo o site, vale muito acompanhar!
    xoxo

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