Resenha – Vida Organizada

Oi, gente!

O livro Vida Organizada, da Thais Godinho, estava na minha lista há tempos. Leio o blog dela há anos e lá encontrei inspiração para destralhar e organizar boa parte da minha vida. O legal do blog da Thais é que não são apenas dicas para a casa ou o trabalho: ela fala de relacionamentos, filhos, cuidados pessoais, alimentação e outros setores que também precisam de atenção. Comprei a versão digital pela Amazon, mas pelo que pesquisei dá para encontrar o livro físico nas principais livrarias.

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O foco da autora é: todo mundo tem as mesmas 24 horas por dia, o que falta é dar prioridade ao que realmente importa para você. Isso só é possível com objetivos claros, o que, para mim, é a parte mais difícil. Eu tenho objetivos bem definidos a curto e médio prazo, mas pensar no futuro ainda me assusta. Só que não adianta fugir disso :). Como diz aquela famosa frase de Facebook, “se estiver com medo, vai com medo mesmo”.

Organizar a vida dá trabalho. Mas quando os objetos estão sob controle, os pensamentos se organizam e é muito mais fácil se planejar. O objetivo de tudo isso é não chegar ao fim da vida e se dar conta de que não fez o que queria. Acho que essa é uma das maiores frustrações que a pessoa pode ter. Mas se a rotina comanda sua vida e não sobra tempo para mais nada, dificilmente você vai completar as atividades que te levariam ao objetivo final. Um exemplo? Um dos meus sonhos é trabalhar em casa para ficar perto dos meus futuros filhos. Isso não vai acontecer se, hoje, eu não fizer algo fora da minha rotina que me coloque um passo mais perto desse objetivo.

Essa lógica vale para tudo. Deseja a casa própria? Leve o almoço de casa em vez de comer fora e veja quanto você economizou em uma semana. É pouco, mas é o primeiro passo. Quando o dinheiro começar a render, você terá motivação para continuar. E, quem sabe, vai descobrir que a comida de casa te faz bem e é muito melhor que a do self service da esquina. Como diz a autora do livro: não encare essa mudança de hábitos como um trabalho, mas como uma decisão pessoal para melhorar a sua vida.

Quanto à organização da casa, o livro tem uma proposta um pouco diferente da Marie Kondo. A Thais sugere que você faça o destralhe aos poucos, nem que seja durante 15 minutos por dia. O método konmari propõe uma mudança radical, tirando todo o excesso de uma só vez. Acho que as duas táticas funcionam, basta escolher a melhor para o seu perfil.

Com cada coisa em seu lugar, é muito mais fácil decidir o que comprar na próxima ida ao shopping. Não tenho mais espaço para sapatos, então nem passo perto das vitrines. Ontem, vi que minha jaqueta de inverno preferida está destruída, não tem nem como mandar arrumar ou doar. Já sei que perto do próximo inverno (ou viagem para o frio) tenho que ficar de olho em uma nova.

Outra dica da Thais que aplico na minha vida e funciona muito bem é: não preencha seus dias com atividades sem futuro. Você não é obrigado a almoçar com o pessoal do trabalho todos os dias nem ir ao aniversário daquele amigo com quem você mal conversa hoje em dia. Pode parecer uma mega falta de educação, mas acredite: se você não faz questão de ir a um lugar, sua ausência não será um grande problema. Tenho pavor de ouvir: “tive tantos eventos no fim de semana, não fiz nada do que eu queria”. Você não tem compromissos sociais, você escolhe comparecer. Claro que há exceções, como aniversário da mãe, irmã ou sogra, mas esses são momentos felizes que não drenam sua energia. Já o barzinho com aquele colega mala…

O livro Vida Organizada tem mais um monte de dicas e reflexões ótimas! Compre a versão digital aqui e comece já a ler o seu.

Beijos!

Rota da Feira – 112 Sul

Oi, gente!

Sábado foi dia de conhecer a segunda parada da Rota da Feira. Levantei um pouco mais cedo dessa vez e consegui produtos ótimos! Fui na banca de orgânicos da 112 Sul, que funciona todo sábado no estacionamento da escolinha (bem perto da comercial 312/313 Sul). Assim como na feira do Templo Budista, essa tem apenas uma banca com todo tipo de produto.

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Levei uma caixa de tomate cereja, rabanetes, rúcula e brócolis. Tudo deu R$ 19,50. Só perguntei o preço do tomate, vou ficar devendo o resto :/. A caixa foi R$ 6, um preço que considero bom em relação aos mercados que frequento na minha cidade. Sem contar que é tudo orgânico, isso faz diferença para mim. Olha que compra linda:

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Minha irmã me perguntou como ter certeza de que os produtos dessas feiras são livres de químicos. Dá para perceber que os legumes costumam ser menores que os do mercado, mas para mim essa é a única diferença visível. Quero pesquisar sobre o assunto para não comprar gato por lebre. Será que existe uma “garantia” para o orgânico? E há alguma tolerância para uso de químicos nesses alimentos? Tenho que aprender mais!

Sei que essa compra me rendeu uma salada maravilhosa e um dos meus acompanhamentos preferidos no almoço de segunda: brócolis no vapor com alho frito! O alho foi comprado pronto, mas vamos aos poucos, certo?

Rota da Feira – Templo Budista

Sábado tem mais!

Beijos!

 

 

Marie Kondo – A mágica da arrumação

Estava muito curiosa para conhecer o tão comentado livro “A mágica da arrumação” (“The life-changing magic of tidying up”), da japonesa Marie Kondo. Ela propõe um método radical para destralhar a casa e a vida, e jura que funciona com todo tipo de cliente. Comecei meio desconfiada com tantas promessas, mas adorei!

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O método me parece ideal para quem tem dificuldades em manter a casa organizada e se livrar do que não tem utilidade. A pessoa toma um choque de realidade ao ver todas as suas roupas em cima da cama e percebe que não precisa de tudo aquilo. É diferente de organizar uma gaveta por semana: você reúne todos os itens daquela categoria (roupas, utensílios domésticos, roupas de cama, livros, etc) em um mesmo espaço e tem a noção exata de quantos objetos possui. O sistema konmari vai na mesma direção da minha “política de compras/guarda”: objetos ocupam espaço e espaço custa dinheiro. Você deve estar disposto a pagar pelo espaço que aquele vestido novo vai ocupar no seu armário. Na cidade onde eu moro, espaço é algo cada vez mais raro e caro.

Pode ser um pensamento radical, mas faz todo o sentido para mim. Não preciso pagar por uma casa enorme se não tenho muitos objetos para guardar. Além da parte financeira, tem a questão da tralha acumulada. É inevitável amontoar roupas nunca usadas ou livros abandonados pela metade. Para mim, isso significa energia que deixa de circular e gera stress. Mesmo que você não acredite nisso, não tem como negar uma realidade: tralha junta poeira! Meu maior pesadelo são aquelas estantes com livros expostos. Minha rinite ataca só de pensar! Fora que livro foi feito para ser lido, e na estante ele perde sua utilidade. Mas meu pavor de livros físicos fica para outro texto :).

Voltando ao livro: o método konmari sugere que você destralhe sua casa de uma só vez. Sem essa de cômodo por cômodo: é em uma só tacada. Ela justifica que você precisa ver resultados imediatos para continuar animado com o destralhe, por isso tem que ser tudo de uma vez. A Marie Kondo não defende nenhum número ou meta específica, o que eu acho ótimo. Isso de “tenha X blusas e X pares de meias” não faz sentido pra mim, já que cada um tem seus próprios hábitos.

Comece se desfazendo das coisas. Jogar as tralhas naquele armário dos fundos de casa não resolve o problema, é preciso tomar decisões. Ela recomenda que você pegue cada item na mão e se pergunte se ele traz alegria. Não é se você pretende usar na próxima festa nem se quer mostrar para seus netos no futuro, é se HOJE aquele objeto traz alegria. Segundo Marie Kondo, só segurando a peça seu corpo vai reagir de forma positiva ou negativa. Olhando, para ela, não rola.

Outra dica importante é: não comece por itens com carga emocional, como fotos e cartas. Você vai começar a relembrar momentos e vai se perder no propósito do destralhe. A ordem recomendada por ela é: roupas, livros, documentos, komono (tralhas variadas), e só então vá para memórias.

Um conselho crucial que nunca funciona comigo é: não mostre os objetos descartados para sua família. Apesar de não usar o mesmo número que eu, minha irmã sempre pega metade das roupas que eu tiro para doação. Resultado: as roupas ficam mais alguns meses paradas no armário dela e eu, finalmente, consigo mandar para o bazar da igreja. Não lembro de ter visto minha irmã usando nem cinco peças que eram minhas. Quem morre de dó também é a minha mãe, que sempre recolhe os bloquinhos e canetas da pilha da doação. Resultado 2: uma prateleira cheia de cadernos com a única função de fazer a lista do supermercado. Sugiro a leitura do livro especialmente para quem mora com pessoas acumuladoras/bagunceiras.

A Marie Kondo explica que seus clientes nunca têm recaídas porque, depois de entenderem que dá para viver com menos, não voltam a acumular. O limite do descarte é um “clique” que ela garante que vai surgir quando você chegar na quantidade ideal de itens para a sua vida.

Ela dá dicas pontuais de organização de gavetas, roupas, e até meias, que podem ser muito úteis. Mas o que eu mais gostei foi da filosofia de vida da Marie: uma vida simples te aproxima da felicidade. Menos objetos demandam menos tempo de organização, menos limpeza, menos dinheiro, menos stress. Esse é o estilo de vida que eu venho buscando há um certo tempo! Ainda vou falar um pouco da minha caminhada no destralhe :).

Leiam o livro, se possível na versão digital hahahah!

“Uma reorganização dramática da casa provoca mudanças dramáticas no estilo de vida e na perspectiva. É transformador”. (Marie Kondo em tradução livre by Elisa).

Beijos!

Mão na massa – Porta-guardanapos de coração

Oi, gente!

Encontrei o pdf de um livro recomendado em um blog que adoro e um trecho me fez pensar. “O que você faria, dia a dia, se tivesse 100 milhões de dólares no banco?”

De cara, pensei em crochê. Bonequinhos, enfeites, pedaços de colchas e tudo que possa surgir de um novelo. Vai parecer bem sem graça para a maioria, mas aproveitar o tempo criando peças com as mãos é uma das minhas atividades preferidas. Desde criança foi assim, mas a rotina de vida/faculdade/trabalho me fez esquecer desse gosto.

O casamento foi a minha chance de passar horas me dedicando aos trabalhos manuais sem aquela culpa “deveria estar estudando/trabalhando”. Um dos projetos que eu mais gostei foi o porta-guardanapo de coração.

Eu sabia que não queria nada pronto nem copiado. Também não poderia ser muito difícil ou caro, já que eu precisaria de uns 150. Decidi logo pelos corações de crochê porque achei fofo e encontrei vários vídeos explicativos. Para montar a peça, escolhi o fio rabo de rato (é assim que chamam por aqui). Usei metade azul e metade dourado. Colei os corações já prontos nas extremidades do fio e dei um nó para definir onde entraria o guardanapo. E só :)!

Falando é fácil, mas vamos ao passo a passo:

Muita gente levou pra casa, mas vários sobraram. Vou guardar alguns para comemorar aniversários de casamento, mas o resto foi para doação. Tenho certeza que vai fazer alguém muito feliz :).

Beijos!

Lua de mel na Itália – Roma

Oi, gente!

Continuando o relato da nossa lua de mel pela Itália, vamos ao segundo dia em Roma. Bem perto do hotel onde nos hospedamos (Mercure Bologna) fica uma estação de metrô, mas nesse dia pegamos o ônibus na linha 62. Encasquetei que queria conhecer o Campo de Fiori, que fica um pouco longe do metrô. O ônibus nos deixou bem pertinho e fomos caminhando. Chegamos perto de meio-dia e a feira estava bem movimentada. Adorei as bancas de flores:

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Achei que seria uma feira tradicional, mas é bem turística. As barracas vendem produtos muito parecidos, quase sempre souvenirs que podem ser encontrados em outros lugares. Fui na esperança de comprar trufas ou temperos diferentes, mas nada me animou. Só essa caixa de morangos conquistou meu coração:

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Como fica pertinho da Piazza Navona, fomos caminhando até lá. A praça é muito bonita, mas lotada, então partimos para o Panteão. Passamos por lá no dia anterior, mas já estava fechado. O Léo ficou encantado com a parte externa, já imaginei que ele enlouqueceria lá dentro. A visita é gratuita e imperdível.

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Paramos para almoçar ali perto, o que eu não recomendo. Não tivemos boas experiências em restaurantes muito próximos dos pontos turístico com garçons que quase te puxam pelo braço. Mas esse foi o único com alguma opção de bolonhesa nas proximidades e o Léo estava desesperado por esse prato. Caminhamos rumo à Piazza di Spagna. No mapa parece tão longe, mas juro que dá para caminhar. Você vai olhando as vitrines, toma um sorvete, e pronto, chegou! Subimos os “spanish steps”, que estava todo enfeitado com flores (ah, a primavera!).

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Pouco antes dessa foto, tivemos um momento tenso na loja da Nespresso da praça. Me aproximei do balcão enquanto uma senhora era atendida e a vendedora disse apenas: I need privacy. Isso aqui é um banco, amiga? Não foi o primeiro nem o último fora da viagem de lua de mel, então OK. Voltando ao assunto. Depois de subir a escadaria e visitar a linda igreja Trinità dei Monti, você tem duas opções: descer e continuar pelo centro histórico ou andar um tantinho e conhecer a Villa Borghese. Ficamos com a segunda opção.

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Na primeira vez que estive em Roma, tentei de várias formas chegar nesse parque. Pelo mapa é difícil ter uma noção dos pontos de acesso e parece que dá para chegar pela Piazza del Popolo. Se dá eu não sei, mas não consegui de forma alguma. Dessa vez, pesquisei melhor e vi que dava para alcançar uma das entradas caminhando (bastante) depois de subir a escadaria da Piazza di Spagna. Não tem nada no caminho, então parece que vai dar errado. Mas logo chegamos e, nossa, que lugar lindo! É um parque com várias atrações, inclusive a Galleria Borghese. Caminhamos bastante e não chegamos nem perto de lá. Li que é preciso fazer reserva com antecedência para visitar o museu, então nem arriscamos. Só o passeio pelo parque já vale muito. Ficamos um bom tempo por lá descansando e tirando fotos.

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Voltamos pelo mesmo caminho, descemos a escadaria e saímos da Piazza di Spagna pela Via della Croce. Já estava na hora do lanche e eu só tinha uma coisa em mente: o Pompi. AMO tiramisú, comeria todos os dias da minha vida. Só conheço um bom aqui em Brasília (Hostaria dei Sapori), então já cheguei na Itália com más intenções de comer até enjoar. Eu não conhecia o Pompi, mas foram tantas as recomendações que precisava provar. Eles vendem o tiramisú em uma caixinha de papelão para você levar. Os sabores são variados: tradicional, morango, frutas vermelhas e outros. Nem reparei porque estava louca pelo tradicional. Que delícia! É bem grande para uma pessoa só, mas fui forte e comi tudo :).

O dia foi cansativo e já estava na hora de voltar. Pra mim, lembrancinha de viagem é comida, então passamos por um supermercado perto do hotel. Não é todo dia que me aparece um pote de molho pesto por 3 euros, então aproveitei. Ainda perto do hotel descobrimos uma lanchonete de batata frita no estilo belga/holandês (servida no cone com molhos) e um bar com sorvete de nutella + arancini do tamanho de uma coxinha. O estrago foi surreal e nos arrependemos profundamente das escolhas feitas. Mas você está na Itália, não pode deixar essas oportunidades passarem!

Beijos!

Rota da feira – Templo Budista

Oi, gente!

No último sábado visitei a primeira parada da Rota da Feira. A ideia veio do desespero: fiquei muito assustada quando comecei a fazer compras (de verdade) no supermercado. É claro que eu sempre fui ao mercado, mas nunca precisei levar aquela lista completa: produtos de limpeza, carnes, grãos, gelados e feira. Eu tinha noção do preço das coisas, mas de forma “picada”. Por exemplo: comprava os ingredientes de uma receita ou lanches para a semana, mas nada que se compare ao necessário para alimentar as pessoas da casa.

Ok, fui ingênua e levei um choque no caixa do Extra. A ideia de deixar todo o meu dinheiro no supermercado bastou para que eu levantasse da cama às 7h30 no sábado seguinte (um pesadelo para quem precisa de 10 horas diárias de sono). Queria algo fácil para me animar com a Rota e fui na feirinha de orgânicos mais próxima, a do Templo Budista, na 315/316 Sul.

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Quem não conhece o templo pode aproveitar a visita à feira para conhecer o prédio. É um ponto turístico lindo e super diferente. Bom, tá vendo essa banquinha? Cheguei perto das 8h e quase tudo já tinha sido vendido. Fiquei assustada e perguntei para a vendedora que horas abria: 6h. Tenso.

Dei uma olhada em tudo: alfaces de vários tipos, couve, maracujá, ovos, cenoura, batata, brócolis e outros itens não identificados. Escolhi couve, cenoura, brócolis e alface roxa. Tudo lindo e orgânico. Só faltava saber o preço…

IMG_3831Amei!! Como consta no cupom, levei uma nota de R$ 50 subestimando o avanço tecnológico da feira: todo mundo paga com cartão. Em comparação ao que costumam cobrar as grandes redes de supermercado, achei o preço ótimo! Quando foi a última vez que você pagou R$ 3 no brócolis? Em 2015 é que não foi! Fiquei muito feliz com as minhas compras e empolgada para conhecer outras feiras. Olha essas cenouras:

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Era tanta felicidade que precisei mostrá-las para uma amiga que foi em casa sábado, hahahah! As cenouras renderam um almocinho sábado e vão virar escondidinho já já. Procurei algumas receitas usando as folhas, mas nada me convenceu. Lavei bem e congelei, no mínimo vão entrar em algum caldo de legumes.

Saldo da feira:

Variedade: Cheguei muito tarde, fica difícil avaliar.

Qualidade dos produtos: Amei!

Preço: Amei!

 

As suculentas

Oi, gente!

Já tentei cuidar de vários tipos de plantas, mas nunca tive sucesso. Acho lindo quem começa com uma muda e consegue fazer a planta crescer. Não sei se coloco muita ou pouca água, se deixo no sol ou na sombra, se mudo de vaso… Então elas sempre morrem depois de algum tempo!

No nosso casamento, vi que a decoradora lembrou do meu pedido e colocou vasinhos com suculentas na mesa do bolo. Separei duas e pedi para a minha mãe cuidar até eu voltar da lua de mel. Achei fofa a ideia de cultivar uma plantinha desde o dia do casamento :). Com essa motivação, resolvi levar a história a sério e fui atrás dos cuidados recomendados para elas. Elas estavam assim:

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Estava achando a da direita muito apertada no vasinho e fui atrás de um maior. Todos os blogs que eu encontrei disseram para colocar pedrinhas no fundo do vaso, o que evita o acúmulo de água e o apodrecimento da raiz. Algo me diz que essa vai ser a salvação das plantas! Morro de dó e sempre coloco umas gotinhas extras, mas as bichinhas acabam morrendo afogadas. Comprei tudo no Extra e saiu até barato. O saco de pedrinhas foi coisa de R$ 5. Vejam como ficou o fundo do vasinho (R$ 2 cada):

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Depois coloquei a terra (por volta de R$ 7 o saco com 2kg). Lembro de, quando criança, usar terra da rua e ficar imaginando por que a planta não sobreviveu, hahahah. Acho que a terra tem que ser preparada com nutrientes para a planta. Aí é só tirar com cuidado a suculenta do vasinho original.

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Olha como as raízes já estavam bem apertadas! Não entendo nada de plantas, mas me parece um sinal de que ela não cresceria muito mais no vasinho. Coloquei no pote novo e completei com terra. Não apertei muito para não “sufocar” as raízes, ou algo do tipo. Mais pedrinhas para ficar fofo:

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Que linda! Vamos ver se vai dar certo. Não quero me apegar muito para não sofrer caso meu lado assassino fale mais alto. O próximo passo é fazer a multiplicação das suculentas! Sei que dá para pegar o pedaço de uma e plantar em outro vaso, masss aí já complica um pouco.

A fase 3, a mais temida pelo meu marido, é a plantação de alimentos na varanda de casa. Ele acha o fim ter um pé de alface na janela, mas é meu sonho! Imagina correr na varanda e colher os ingredientes da salada? Ou ensinar nosso bebê a plantar? <3

Beijos!!

Update: No segundo dia na casa nova, achei que os raminhos se “espalharam” mais pelo vaso. Veremos.

Lua de mel na Itália – San Gimignano

Vou pular alguns dias no roteiro da nossa lua de mel na Itália para falar sobre um lugar lindo: San Gimignano. É uma cidade lotada de turistas, mas não sei se é um destino tão comum para  brasileiros. Essa cidade medieval da Toscana fica bem perto de Florença, mas não tem trem direto para lá. Pegamos um trem para Poggibonsi (pouco mais de 7 euros) e lá na lojinha da estação compramos o tíquete do ônibus (2,50 euros). O caminho é lindo e senti falta de ter alugado um carro para ir parando no caminho. Não seria muito fácil dirigir ali, já que é uma subida e passamos por ruas muito estreitas, mas o marido daria um jeito :).

O ônibus nos deixou bem na entrada da cidade e de cara já ficamos encantados com as paredes de pedra e as ruas estreitas. O mais engraçado é ver que as pessoas trabalham e moram naquele cenário de filme, com grades de ferro nas janelas e portas da minha altura! Assim que entramos, vi uma placa indicando o restaurante onde queria almoçar. A Trattoria Chiribiri (Piazzetta della Madonna, 1) me ganhou quando li que servia uma das melhores refeições da Itália. E foi exatamente isso que aconteceu!

Lá no fundo, a portinha do restaurante mais incrível da viagem.
Lá no fundo, a portinha do restaurante mais incrível da viagem.

O restaurante é micro, mas chegamos cedo e ainda estava vazio. Pedimos uma tábua de frios delícia e vinho enquanto esperávamos os pratos. Quase morro de alegria quando chega o prato de massa fresca com molho de gorgonzola e trufas negras. O melhor macarrão que já comi na vida!! O molho bolonhesa do Leo também estava maravilhoso. Quase mudamos os planos e ficamos por lá mesmo só para comer outra vez nessa trattoria :).

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Demos uma voltinha para curtir aquela vista típica da Toscana, com muito verde e casinhas fofas. As fotos não conseguem mostrar a beleza daquela paisagem, é inacreditável. Mais uma vez quis um carro alugado e tempo para conhecer os produtores de vinho e salame da região. Fica pra próxima!

Seguimos para a Piazza Cisterna em busca do “melhor sorvete do mundo”. Vimos duas gelaterias com placas de “melhor do mundo no ano tal”, então escolhemos a que tinha a maior fila: a Gelateria di Piazza. Provei um sorvete de frutas vermelhas com lavanda, uma delícia! Leo foi no tradicional chocolate, também gostei muito.

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Caminhamos a tarde toda, vimos as famosas torres e compramos lembrancinhas lindas (foi o lugar com os souvenirs mais legais da viagem). Na hora de voltar, me dei conta de que esquecemos de perguntar os horários do ônibus, hahaha! Esse pequeno erro nos custou uma bela hora de espera, mas nas férias tá tudo lindo. O ônibus nos deixou na porta da estação e esperamos um pouco pelo trem. Chegamos em Florença no fim do dia e até daria tempo para mais um passeio, mas a chuva e a preguiça falaram mais alto e voltamos ao hotel.

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Espero que seja útil! Não deixem de colocar San Gimignano no roteiro pela Toscana!

Beijos

Lua de mel – Milão/Roma

Continuando o relato sobre a nossa lua de mel na Itália…

Depois de conhecer a Última Ceia, fomos até o Castello Sforzesco, uma construção enorme e bem preservada. Descansamos um pouco e tiramos muitas fotos. O castelo fica dentro do parque Sempione, que vale muito uma visita.

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Caminhamos até o final do parque e pegamos o bonde elétrico rumo ao Duomo. Demoramos a entender como comprar a passagem do bonde, então aí vai a dica: qualquer bar/café/tabacaria vende. A parada do bonde era bem sinalizada, tinha um painel mostrando quanto tempo faltava para a nossa linha chegar. Já no Duomo, entramos para conhecer a igreja por dentro e partimos para uma visita que eu queria muito fazer: conhecer o terraço! Você pode subir pela escada por 8 euros, mas a preguiça era maior e optamos pelo elevador por 13 euros. Os seguranças dera uma olhada rápida nas bolsas e logo pegamos o elevador. A vista lá de cima é maravilhosa, mas a melhor parte é ver de perto alguns detalhes do prédio. Você consegue caminhar por uma boa parte do terraço, adorei a experiência.

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Seguimos uma dica de vários blogs e fomos atrás do Luini, uma espécie de padaria mega concorrida. Nas duas vezes em que estivemos lá, tinha fila na porta. Eles vendem mil coisas, mas a especialidade é o panzerotti. Pedimos o tradicional, de ‘mozzarella e pomodoro’, mas são muitos sabores. É uma massa de pão recheada e frita, não tem como dar errado :).

Vi na internet fotos da igreja San Bernardino alle Ossa, perto do Duomo, e fiquei curiosa pra conhecer. Péssima ideia…hahahaha. A igreja tem uma espécie de capela com as paredes cobertas por ossos ¬¬. Me senti mal logo que entrei e não tirei fotos. Não é mesmo meu estilo de passeio, mas tem quem goste :p.

Depois caminhamos até a Pinacoteca di Brera. O caminho é longo para ir a pé, mas eu gosto de ver as ruas e lojas. Não entramos no museu, ficamos só conhecendo os arredores. Procurei até encontrar o Ristorante Toscano al Pozzo (Via S. Carpoforo,  7), que serve um menu completo por 10 euros! Peguei a dica no blog Milão nas Mãos. Queríamos jantar mais tarde, então pulamos o restaurante e fomos atrás da sorveteria Amorino (Via Fiori Chiari, 9), também recomendada. Foi o primeiro de muitos sorvetes deliciosos da viagem!

No dia seguinte pegamos o trem rumo a Roma! É uma cidade que eu adoro e estava louca para mostrar para o Leo. Saímos da estação Termini e deixamos as malas no Mercure Piazza Bologna, outro hotel confortável em área residencial. Tivemos boas surpresas por ali :).

Sem perder tempo, pegamos o metrô até o Coliseu (tem uma estação bem em frente). Quando você sai da estação, não tem como não ficar impactado com aquela imagem. Como pode um lugar tão antigo ainda ter condições de receber milhares de pessoas por dia? É surreal! Pagaríamos para entrar mesmo que custasse o dobro do preço. Felizmente, são 12 euros por pessoa para visitar o Coliseu, o Palatino e o Fórum Romano.

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Leo ficou alucinado com o Fórum Romano, foi difícil tirá-lo de lá! Queria conhecer a Piazza del Campidoglio, que não entrou no roteiro das últimas viagens. A escadaria é linda, mas estava acontecendo um protesto no meio da praça e não pudemos circular muito. Acho muito tranquilo caminhar em Roma, então pulamos o táxi/ônibus e fomos andando pela Via del Corso (bem movimentada, muitas lojas) até a Fontana di Trevi. Esse, pra mim, é um dos lugares mais lindos do mundo. Antes da viagem já sabíamos que ela estava em obras, então fomos com expectativa zero. Ela estava seca e quase toda coberta, não deu pra ver muito :(. Pra salvar o passeio, só uma paradinha para o combo pizza+sorvete!

Tivemos a ideia “genial” de andar até Trastevere, um bairro com vários restaurantes tradicionais. Eu tinha a indicação de um, o Da Enzo al 29 (via dei Vascellari 2), e cismei que nosso jantar seria lá. Depois de uma bela caminhada, fila na porta….hahahahha! A espera valeu muito, adorei o restaurante. É uma micro trattoria, então enche fácil mesmo. As massas e o vinho estavam incríveis. No meio do jantar, percebi que o tiramisú estava acabando e não pensei duas vezes: pedi a sobremesa antes de acabar o prato principal! Que delícia de doce! Ainda não achei um tão bom em Brasília, só um similar aqui.

 

Não sobrou nadinha do carbonara :)
Destruindo o carbonara depois de hoooras caminhando 🙂

Nosso limite de caminhada seria até o próximo ponto de táxi. Assim fizemos e chegamos tranquilos no hotel. Leo ainda foi dar uma volta nas ruas próximas ao Mercure e fez ótimas descobertas.

Nem acredito que fizemos tanta coisa! E ainda falta muito :).

Beijos!