Lua de mel na Itália – Vaticano

Oi, gente!

Chegamos a um dos dias mais emocionantes da viagem: a visita ao Vaticano. Conhecendo as filas gigantescas para o museu, comprei nossos ingressos pela internet. Recomendo para todo mundo. A fila desanima só de olhar e você perde um tempo enorme lá. Já a fila de quem compra pelo site é bem rápida. Como o museu é enooorme, não compensa perder tempo do lado de fora. Fomos de metrô e, da estação, é só seguir o fluxo. O ingresso do museu tem hora marcada, então nem passamos pela basílica antes.

Logo depois da entrada você encontra esse pátio maravilhoso.

Dentro do museu, você pode fazer uma visita express e seguir as placas até a Capela Sistina. Nosso tour na basílica era só às 14h30, então caminhamos tranquilos por todas as salas. A quantidade enorme de turistas atrapalha um pouco o passeio, mas é melhor abstrair e continuar caminhando. Essa foi a terceira vez que estive na Capela Sistina e é sempre a mesma cena: dezenas de pessoas espremidas e seguranças mandando você continuar andando. Sem tirar fotos, claro. Ainda assim, é uma experiência incrível. Saindo de lá, caminhamos até a praça da Basílica de São Pedro. Um lugar que sempre me emociona!

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A entrada na basílica é gratuita e a fila consegue ser ainda maior que a do museu. Mas nós tínhamos hora marcada para furar essa fila, então nem ligamos e fomos procurar um lugar para almoçar. Encontramos uma lanchonete/sorveteria legal, mas nada marcante. Os atendentes trabalham dentro do vaticano e não têm a menor paciência com turistas, mas a essa altura já estávamos acostumados :p. Descansamos um pouquinho e ficamos curtindo a praça até a hora do nosso tour. Essa foi a melhor dica de toda a viagem: um tour oferecido pelo próprio Vaticano dentro das escavações da basílica. Você manda um e-mail para o setor (scavi@fsp.va e uff.scavi@fabricsp.va) com as datas da sua viagem e o idioma de preferência. Eles te respondem com um link para o pagamento por cartão de crédito. Mandei uns quatro meses antes e consegui o tour com um padre brasileiro. Com o papel da reserva em mãos, você segue até a entrada de um estacionamento à esquerda da basílica e avisa o guarda que você está agendado. Não tem placa, fila, nada. Aí você entra no Vaticano o_o.

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Gente, fiquei muito animada só de entrar lá. Mal eu sabia o que me esperava no tour! O padre que nos recebeu é do Paraná e está há anos na Itália. Ele sabe tudo de tudo! Sério, o padre passou duas horas falando sem parar e, em nenhum momento, entrou em temas puramente religiosos. Tudo era história, tanto de Roma quanto da Igreja Católica. A história que ele nos contou é a seguinte: o papa Pio XI morreu na década de 30 e foram enterrá-lo na basílica. Quando cavaram, encontraram um pedaço de pedra decorado. O papa seguinte, o Pio XII, autorizou as escavações para descobrir o que havia lá. Resultado: uma necrópole gigantesca que funcionou nos séculos 2, 3 e 4. Tudo preservado e descoberto há (relativamente) poucos anos. Eles não escavaram tudo, mas acreditam que a necrópole comece na basílica e vá até o Castelo Sant’Angelo, na outra ponta do Vaticano.

É proibido tirar fotos, mas acho que não faria diferença. É impossível descrever o que acontece lá embaixo. Primeiro você vê os mausoléus de várias famílias (um deles comportava 250 corpos), as placas descrevendo a pessoa que estava enterrada lá, mosaicos intocados do século 2. No final, tem a parte que emociona até quem não fez nem a primeira comunhão. Quem entra na basílica pode ver uma luzinha que simboliza onde estariam os restos mortais de São Pedro. Quem faz o tour nas escavações vê as caixas dos ossos. O que eu senti naquele lugar não tem explicação. Valeu todas as horas dentro do avião e tudo que deixei de comprar/fazer para economizar antes da viagem. Diante do primeiro papa da história, agradeci pelo nosso casamento e por todos os sonhos realizados.

Na saída, você ainda passa pela capela mais linda que eu já vi. Ela tem o formato de uma cruz ao contrário, simbolizando a crucificação de São Pedro. Depois você passa pelo setor onde estão os corpos dos papas e o padre encerra o tour na lateral da basílica, bem perto da loja de souvenir e da entrada para a escada que leva os turistas ao topo da construção. Já subi e não vi muita graça, então fomos direto para a basílica. A melhor parte é que você já está do lado de dentro e não precisa pegar a fila da segurança!

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A igreja é de outro planeta, como diz meu marido. Uma loucura de linda. Os exageros da Igreja Católica me incomodam um pouco, mas é impossível não admirar aquele lugar. Aqui veio o ponto baixo do passeio: o corredor onde fica a Pietà estava fechado com cortinas altíssimas para o papa passar ¬¬. Adoro o papa Francisco, mas poxa! Não dava pra passar lá quando acabasse o horário de visitas?

Saímos de lá encantados. O sonho do Léo era conhecer o Vaticano e minha alegria é realizar os sonhos dele. Fizemos uma parada em um café e fomos desbravar mais ruas de Roma :).

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A lua de mel continua! É muita história para contar…

Beijos!

TAG Minimalista

Oi, gente!

Sou viciada em YouTube, é praticamente a minha TV aberta. Até o meu amado Netflix perde para o YT de vez em quando. Sigo muitos canais de beleza e lifestyle, mas cansei de vídeos que só te fazem querer comprar algo novo. Ignoro muitos vídeos de “comprinhas” e “beauty haul” porque eles não combinam mais com a vida que eu tento levar. Eles ainda são uma ótima maneira de pegar indicações de produtos novos, mas não entram mais na minha programação diária.

Por sorte, já podemos encontrar vários canais com dicas para uma vida mais simples, sem excessos. Passeando por alguns, vi a tag Minimalista e resolvi responder também :). Aproveito para dar uma dica de canal: LightbyCoco tem vídeos ótimos e a Coco é muito simpática.

Sou totalmente nova em gravar e editar vídeos, ainda estou testando o que funciona melhor. Mas aí vai uma tentativa:

Fiz uma tradução livre das perguntas, então fique à vontade para corrigir erros e alterar palavras:

1. O que levou você ao minimalismo? (What drew you to minimalism?)
2. Como você começou o processo de destralhe? (How did you start the de-cluttering process?)
3. Você já contou todas as suas coisas? Se sim, quantas coisas você possui? (Have you ever counted all your things? If so, how many things do you own?)
4. Quais as suas dicas para lidar com o desejo por mais coisas? (What are your tips for dealing with the desire for more?)
5.  Como você lida com pessoas não minimalistas na sua vida? (How do you deal with non-minimalists in your life?)
6. Você tem algum “pecadinho” em que o minimalismo não se aplica? (Do you have any guilty pleasures where minimalism doesn’t apply?)

Beijos!

Horta em casa

Oi, gente!

Ter uma horta em casa sempre foi um sonho, mas nunca deu muito certo. Como moro em apartamento, a coisa complica. Já tentei manter vivos alguns pés de manjericão e salsinha, mas logo as folhas murchavam. O recente sucesso com as suculentas me animou a tentar outra vez.

Pesquisei sobre hortas de varanda e resolvi arriscar com alguma verdura. Na Leroy Merlin encontrei semente de alface americana e aproveitei para levar uns vasos de plástico baratinhos (R$ 1,50 cada). Pelo que eu li, o ideal é colocar as sementes para germinar em um recipiente pequeno, e só depois colocar no vaso definitivo. Usei uma caixa de ovos como “sementeira”.

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Fiz como mandam as instruções do pacote: coloquei cada semente a 1 cm de profundidade. Nunca tinha visto semente de alface (criada em apartamento…heheheh)! É micro, difícil até de manusear. A internet dizia para colocar só uma semente em casa buraco. Parece que se duas germinarem juntas, não terão espaço para crescer. Na dúvida, fiz isso. Molhei um pouquinho só para não alagar as coitadas.

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Na teoria, daqui a uns 10 dias elas estarão prontas para a mudança. E em 90 dias eu terei alguns pés de alface americana :). Parece muito trabalho para uma coisa simples, mas acho que compensa. Eu já fico mega satisfeita com as compras da feira de orgânicos, imagina com a minha própria horta! Fico pensando na alegria que deve ser cultivar coisas com crianças em casa. É uma atividade simples e barata que pode ensinar muito para os pequenos. Já estou treinando para quando tiver meu mini jardineiro :p.

Vamos ver no que vai dar.

Beijos!

Resenha – Vida Organizada

Oi, gente!

O livro Vida Organizada, da Thais Godinho, estava na minha lista há tempos. Leio o blog dela há anos e lá encontrei inspiração para destralhar e organizar boa parte da minha vida. O legal do blog da Thais é que não são apenas dicas para a casa ou o trabalho: ela fala de relacionamentos, filhos, cuidados pessoais, alimentação e outros setores que também precisam de atenção. Comprei a versão digital pela Amazon, mas pelo que pesquisei dá para encontrar o livro físico nas principais livrarias.

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O foco da autora é: todo mundo tem as mesmas 24 horas por dia, o que falta é dar prioridade ao que realmente importa para você. Isso só é possível com objetivos claros, o que, para mim, é a parte mais difícil. Eu tenho objetivos bem definidos a curto e médio prazo, mas pensar no futuro ainda me assusta. Só que não adianta fugir disso :). Como diz aquela famosa frase de Facebook, “se estiver com medo, vai com medo mesmo”.

Organizar a vida dá trabalho. Mas quando os objetos estão sob controle, os pensamentos se organizam e é muito mais fácil se planejar. O objetivo de tudo isso é não chegar ao fim da vida e se dar conta de que não fez o que queria. Acho que essa é uma das maiores frustrações que a pessoa pode ter. Mas se a rotina comanda sua vida e não sobra tempo para mais nada, dificilmente você vai completar as atividades que te levariam ao objetivo final. Um exemplo? Um dos meus sonhos é trabalhar em casa para ficar perto dos meus futuros filhos. Isso não vai acontecer se, hoje, eu não fizer algo fora da minha rotina que me coloque um passo mais perto desse objetivo.

Essa lógica vale para tudo. Deseja a casa própria? Leve o almoço de casa em vez de comer fora e veja quanto você economizou em uma semana. É pouco, mas é o primeiro passo. Quando o dinheiro começar a render, você terá motivação para continuar. E, quem sabe, vai descobrir que a comida de casa te faz bem e é muito melhor que a do self service da esquina. Como diz a autora do livro: não encare essa mudança de hábitos como um trabalho, mas como uma decisão pessoal para melhorar a sua vida.

Quanto à organização da casa, o livro tem uma proposta um pouco diferente da Marie Kondo. A Thais sugere que você faça o destralhe aos poucos, nem que seja durante 15 minutos por dia. O método konmari propõe uma mudança radical, tirando todo o excesso de uma só vez. Acho que as duas táticas funcionam, basta escolher a melhor para o seu perfil.

Com cada coisa em seu lugar, é muito mais fácil decidir o que comprar na próxima ida ao shopping. Não tenho mais espaço para sapatos, então nem passo perto das vitrines. Ontem, vi que minha jaqueta de inverno preferida está destruída, não tem nem como mandar arrumar ou doar. Já sei que perto do próximo inverno (ou viagem para o frio) tenho que ficar de olho em uma nova.

Outra dica da Thais que aplico na minha vida e funciona muito bem é: não preencha seus dias com atividades sem futuro. Você não é obrigado a almoçar com o pessoal do trabalho todos os dias nem ir ao aniversário daquele amigo com quem você mal conversa hoje em dia. Pode parecer uma mega falta de educação, mas acredite: se você não faz questão de ir a um lugar, sua ausência não será um grande problema. Tenho pavor de ouvir: “tive tantos eventos no fim de semana, não fiz nada do que eu queria”. Você não tem compromissos sociais, você escolhe comparecer. Claro que há exceções, como aniversário da mãe, irmã ou sogra, mas esses são momentos felizes que não drenam sua energia. Já o barzinho com aquele colega mala…

O livro Vida Organizada tem mais um monte de dicas e reflexões ótimas! Compre a versão digital aqui e comece já a ler o seu.

Beijos!

Rota da Feira – 112 Sul

Oi, gente!

Sábado foi dia de conhecer a segunda parada da Rota da Feira. Levantei um pouco mais cedo dessa vez e consegui produtos ótimos! Fui na banca de orgânicos da 112 Sul, que funciona todo sábado no estacionamento da escolinha (bem perto da comercial 312/313 Sul). Assim como na feira do Templo Budista, essa tem apenas uma banca com todo tipo de produto.

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Levei uma caixa de tomate cereja, rabanetes, rúcula e brócolis. Tudo deu R$ 19,50. Só perguntei o preço do tomate, vou ficar devendo o resto :/. A caixa foi R$ 6, um preço que considero bom em relação aos mercados que frequento na minha cidade. Sem contar que é tudo orgânico, isso faz diferença para mim. Olha que compra linda:

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Minha irmã me perguntou como ter certeza de que os produtos dessas feiras são livres de químicos. Dá para perceber que os legumes costumam ser menores que os do mercado, mas para mim essa é a única diferença visível. Quero pesquisar sobre o assunto para não comprar gato por lebre. Será que existe uma “garantia” para o orgânico? E há alguma tolerância para uso de químicos nesses alimentos? Tenho que aprender mais!

Sei que essa compra me rendeu uma salada maravilhosa e um dos meus acompanhamentos preferidos no almoço de segunda: brócolis no vapor com alho frito! O alho foi comprado pronto, mas vamos aos poucos, certo?

Rota da Feira – Templo Budista

Sábado tem mais!

Beijos!

 

 

Marie Kondo – A mágica da arrumação

Estava muito curiosa para conhecer o tão comentado livro “A mágica da arrumação” (“The life-changing magic of tidying up”), da japonesa Marie Kondo. Ela propõe um método radical para destralhar a casa e a vida, e jura que funciona com todo tipo de cliente. Comecei meio desconfiada com tantas promessas, mas adorei!

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O método me parece ideal para quem tem dificuldades em manter a casa organizada e se livrar do que não tem utilidade. A pessoa toma um choque de realidade ao ver todas as suas roupas em cima da cama e percebe que não precisa de tudo aquilo. É diferente de organizar uma gaveta por semana: você reúne todos os itens daquela categoria (roupas, utensílios domésticos, roupas de cama, livros, etc) em um mesmo espaço e tem a noção exata de quantos objetos possui. O sistema konmari vai na mesma direção da minha “política de compras/guarda”: objetos ocupam espaço e espaço custa dinheiro. Você deve estar disposto a pagar pelo espaço que aquele vestido novo vai ocupar no seu armário. Na cidade onde eu moro, espaço é algo cada vez mais raro e caro.

Pode ser um pensamento radical, mas faz todo o sentido para mim. Não preciso pagar por uma casa enorme se não tenho muitos objetos para guardar. Além da parte financeira, tem a questão da tralha acumulada. É inevitável amontoar roupas nunca usadas ou livros abandonados pela metade. Para mim, isso significa energia que deixa de circular e gera stress. Mesmo que você não acredite nisso, não tem como negar uma realidade: tralha junta poeira! Meu maior pesadelo são aquelas estantes com livros expostos. Minha rinite ataca só de pensar! Fora que livro foi feito para ser lido, e na estante ele perde sua utilidade. Mas meu pavor de livros físicos fica para outro texto :).

Voltando ao livro: o método konmari sugere que você destralhe sua casa de uma só vez. Sem essa de cômodo por cômodo: é em uma só tacada. Ela justifica que você precisa ver resultados imediatos para continuar animado com o destralhe, por isso tem que ser tudo de uma vez. A Marie Kondo não defende nenhum número ou meta específica, o que eu acho ótimo. Isso de “tenha X blusas e X pares de meias” não faz sentido pra mim, já que cada um tem seus próprios hábitos.

Comece se desfazendo das coisas. Jogar as tralhas naquele armário dos fundos de casa não resolve o problema, é preciso tomar decisões. Ela recomenda que você pegue cada item na mão e se pergunte se ele traz alegria. Não é se você pretende usar na próxima festa nem se quer mostrar para seus netos no futuro, é se HOJE aquele objeto traz alegria. Segundo Marie Kondo, só segurando a peça seu corpo vai reagir de forma positiva ou negativa. Olhando, para ela, não rola.

Outra dica importante é: não comece por itens com carga emocional, como fotos e cartas. Você vai começar a relembrar momentos e vai se perder no propósito do destralhe. A ordem recomendada por ela é: roupas, livros, documentos, komono (tralhas variadas), e só então vá para memórias.

Um conselho crucial que nunca funciona comigo é: não mostre os objetos descartados para sua família. Apesar de não usar o mesmo número que eu, minha irmã sempre pega metade das roupas que eu tiro para doação. Resultado: as roupas ficam mais alguns meses paradas no armário dela e eu, finalmente, consigo mandar para o bazar da igreja. Não lembro de ter visto minha irmã usando nem cinco peças que eram minhas. Quem morre de dó também é a minha mãe, que sempre recolhe os bloquinhos e canetas da pilha da doação. Resultado 2: uma prateleira cheia de cadernos com a única função de fazer a lista do supermercado. Sugiro a leitura do livro especialmente para quem mora com pessoas acumuladoras/bagunceiras.

A Marie Kondo explica que seus clientes nunca têm recaídas porque, depois de entenderem que dá para viver com menos, não voltam a acumular. O limite do descarte é um “clique” que ela garante que vai surgir quando você chegar na quantidade ideal de itens para a sua vida.

Ela dá dicas pontuais de organização de gavetas, roupas, e até meias, que podem ser muito úteis. Mas o que eu mais gostei foi da filosofia de vida da Marie: uma vida simples te aproxima da felicidade. Menos objetos demandam menos tempo de organização, menos limpeza, menos dinheiro, menos stress. Esse é o estilo de vida que eu venho buscando há um certo tempo! Ainda vou falar um pouco da minha caminhada no destralhe :).

Leiam o livro, se possível na versão digital hahahah!

“Uma reorganização dramática da casa provoca mudanças dramáticas no estilo de vida e na perspectiva. É transformador”. (Marie Kondo em tradução livre by Elisa).

Beijos!

Mão na massa – Porta-guardanapos de coração

Oi, gente!

Encontrei o pdf de um livro recomendado em um blog que adoro e um trecho me fez pensar. “O que você faria, dia a dia, se tivesse 100 milhões de dólares no banco?”

De cara, pensei em crochê. Bonequinhos, enfeites, pedaços de colchas e tudo que possa surgir de um novelo. Vai parecer bem sem graça para a maioria, mas aproveitar o tempo criando peças com as mãos é uma das minhas atividades preferidas. Desde criança foi assim, mas a rotina de vida/faculdade/trabalho me fez esquecer desse gosto.

O casamento foi a minha chance de passar horas me dedicando aos trabalhos manuais sem aquela culpa “deveria estar estudando/trabalhando”. Um dos projetos que eu mais gostei foi o porta-guardanapo de coração.

Eu sabia que não queria nada pronto nem copiado. Também não poderia ser muito difícil ou caro, já que eu precisaria de uns 150. Decidi logo pelos corações de crochê porque achei fofo e encontrei vários vídeos explicativos. Para montar a peça, escolhi o fio rabo de rato (é assim que chamam por aqui). Usei metade azul e metade dourado. Colei os corações já prontos nas extremidades do fio e dei um nó para definir onde entraria o guardanapo. E só :)!

Falando é fácil, mas vamos ao passo a passo:

Muita gente levou pra casa, mas vários sobraram. Vou guardar alguns para comemorar aniversários de casamento, mas o resto foi para doação. Tenho certeza que vai fazer alguém muito feliz :).

Beijos!

Lua de mel na Itália – Roma

Oi, gente!

Continuando o relato da nossa lua de mel pela Itália, vamos ao segundo dia em Roma. Bem perto do hotel onde nos hospedamos (Mercure Bologna) fica uma estação de metrô, mas nesse dia pegamos o ônibus na linha 62. Encasquetei que queria conhecer o Campo de Fiori, que fica um pouco longe do metrô. O ônibus nos deixou bem pertinho e fomos caminhando. Chegamos perto de meio-dia e a feira estava bem movimentada. Adorei as bancas de flores:

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Achei que seria uma feira tradicional, mas é bem turística. As barracas vendem produtos muito parecidos, quase sempre souvenirs que podem ser encontrados em outros lugares. Fui na esperança de comprar trufas ou temperos diferentes, mas nada me animou. Só essa caixa de morangos conquistou meu coração:

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Como fica pertinho da Piazza Navona, fomos caminhando até lá. A praça é muito bonita, mas lotada, então partimos para o Panteão. Passamos por lá no dia anterior, mas já estava fechado. O Léo ficou encantado com a parte externa, já imaginei que ele enlouqueceria lá dentro. A visita é gratuita e imperdível.

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Paramos para almoçar ali perto, o que eu não recomendo. Não tivemos boas experiências em restaurantes muito próximos dos pontos turístico com garçons que quase te puxam pelo braço. Mas esse foi o único com alguma opção de bolonhesa nas proximidades e o Léo estava desesperado por esse prato. Caminhamos rumo à Piazza di Spagna. No mapa parece tão longe, mas juro que dá para caminhar. Você vai olhando as vitrines, toma um sorvete, e pronto, chegou! Subimos os “spanish steps”, que estava todo enfeitado com flores (ah, a primavera!).

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Pouco antes dessa foto, tivemos um momento tenso na loja da Nespresso da praça. Me aproximei do balcão enquanto uma senhora era atendida e a vendedora disse apenas: I need privacy. Isso aqui é um banco, amiga? Não foi o primeiro nem o último fora da viagem de lua de mel, então OK. Voltando ao assunto. Depois de subir a escadaria e visitar a linda igreja Trinità dei Monti, você tem duas opções: descer e continuar pelo centro histórico ou andar um tantinho e conhecer a Villa Borghese. Ficamos com a segunda opção.

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Na primeira vez que estive em Roma, tentei de várias formas chegar nesse parque. Pelo mapa é difícil ter uma noção dos pontos de acesso e parece que dá para chegar pela Piazza del Popolo. Se dá eu não sei, mas não consegui de forma alguma. Dessa vez, pesquisei melhor e vi que dava para alcançar uma das entradas caminhando (bastante) depois de subir a escadaria da Piazza di Spagna. Não tem nada no caminho, então parece que vai dar errado. Mas logo chegamos e, nossa, que lugar lindo! É um parque com várias atrações, inclusive a Galleria Borghese. Caminhamos bastante e não chegamos nem perto de lá. Li que é preciso fazer reserva com antecedência para visitar o museu, então nem arriscamos. Só o passeio pelo parque já vale muito. Ficamos um bom tempo por lá descansando e tirando fotos.

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Voltamos pelo mesmo caminho, descemos a escadaria e saímos da Piazza di Spagna pela Via della Croce. Já estava na hora do lanche e eu só tinha uma coisa em mente: o Pompi. AMO tiramisú, comeria todos os dias da minha vida. Só conheço um bom aqui em Brasília (Hostaria dei Sapori), então já cheguei na Itália com más intenções de comer até enjoar. Eu não conhecia o Pompi, mas foram tantas as recomendações que precisava provar. Eles vendem o tiramisú em uma caixinha de papelão para você levar. Os sabores são variados: tradicional, morango, frutas vermelhas e outros. Nem reparei porque estava louca pelo tradicional. Que delícia! É bem grande para uma pessoa só, mas fui forte e comi tudo :).

O dia foi cansativo e já estava na hora de voltar. Pra mim, lembrancinha de viagem é comida, então passamos por um supermercado perto do hotel. Não é todo dia que me aparece um pote de molho pesto por 3 euros, então aproveitei. Ainda perto do hotel descobrimos uma lanchonete de batata frita no estilo belga/holandês (servida no cone com molhos) e um bar com sorvete de nutella + arancini do tamanho de uma coxinha. O estrago foi surreal e nos arrependemos profundamente das escolhas feitas. Mas você está na Itália, não pode deixar essas oportunidades passarem!

Beijos!

Rota da feira – Templo Budista

Oi, gente!

No último sábado visitei a primeira parada da Rota da Feira. A ideia veio do desespero: fiquei muito assustada quando comecei a fazer compras (de verdade) no supermercado. É claro que eu sempre fui ao mercado, mas nunca precisei levar aquela lista completa: produtos de limpeza, carnes, grãos, gelados e feira. Eu tinha noção do preço das coisas, mas de forma “picada”. Por exemplo: comprava os ingredientes de uma receita ou lanches para a semana, mas nada que se compare ao necessário para alimentar as pessoas da casa.

Ok, fui ingênua e levei um choque no caixa do Extra. A ideia de deixar todo o meu dinheiro no supermercado bastou para que eu levantasse da cama às 7h30 no sábado seguinte (um pesadelo para quem precisa de 10 horas diárias de sono). Queria algo fácil para me animar com a Rota e fui na feirinha de orgânicos mais próxima, a do Templo Budista, na 315/316 Sul.

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Quem não conhece o templo pode aproveitar a visita à feira para conhecer o prédio. É um ponto turístico lindo e super diferente. Bom, tá vendo essa banquinha? Cheguei perto das 8h e quase tudo já tinha sido vendido. Fiquei assustada e perguntei para a vendedora que horas abria: 6h. Tenso.

Dei uma olhada em tudo: alfaces de vários tipos, couve, maracujá, ovos, cenoura, batata, brócolis e outros itens não identificados. Escolhi couve, cenoura, brócolis e alface roxa. Tudo lindo e orgânico. Só faltava saber o preço…

IMG_3831Amei!! Como consta no cupom, levei uma nota de R$ 50 subestimando o avanço tecnológico da feira: todo mundo paga com cartão. Em comparação ao que costumam cobrar as grandes redes de supermercado, achei o preço ótimo! Quando foi a última vez que você pagou R$ 3 no brócolis? Em 2015 é que não foi! Fiquei muito feliz com as minhas compras e empolgada para conhecer outras feiras. Olha essas cenouras:

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Era tanta felicidade que precisei mostrá-las para uma amiga que foi em casa sábado, hahahah! As cenouras renderam um almocinho sábado e vão virar escondidinho já já. Procurei algumas receitas usando as folhas, mas nada me convenceu. Lavei bem e congelei, no mínimo vão entrar em algum caldo de legumes.

Saldo da feira:

Variedade: Cheguei muito tarde, fica difícil avaliar.

Qualidade dos produtos: Amei!

Preço: Amei!