Em busca de novos livros sobre organização, encontrei um que promete resolver os problemas de quem tem uma rotina agitada. “Organize em 10 minutos: o hábito sem estresse para simplificar sua casa”, de S.J. Scott e Barrie Davenport, percorre todos os cômodos da casa com dicas para a organização da casa. Eles ensinam a criar o hábito da arrumação e manter seus pertences em ordem.

Como diz o título do livro, a ideia é mostrar como você pode acabar com a bagunça mesmo tendo pouco tempo disponível na rotina. Os autores sugerem que você separe as tarefas em blocos de 10 minutos, o suficiente para arrumar uma gaveta ou prateleira. No dia seguinte, reserve mais 10 minutos e continue a trabalhar naquele cômodo.

Confesso que ficaria louca se tivesse que deixam um projeto de arrumação pela metade. Gosto de dedicar uma manhã inteira para a organização da casa, mas entendo que nem todo mundo tem esse tempo. E é melhor organizar por 10 minutos do que não fazer nada, né?

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“Quanto mais você tem, mais ocupado você é, quanto menos você tem, mais livre você é”. A frase da Madre Teresa resume bem o que a bagunça significa hoje para mim. Coisas exigem dinheiro, tempo e paciência, três itens valiosos para mim.

Mas por que temos tanto receio de doar nossos objetos? Apego e culpa são sentimentos que todos nós já tivemos em relação à tralha. A camiseta que sua vó te deu, o souvenir trazido de uma viagem especial… Outra velha desculpa é a de que você pode precisar daquilo algum dia. Estipule então um prazo. Se até a data escolhida você não tiver usado aquele item, tchau!

Eu guardo alguns objetos bem inúteis para tentar vendê-los no futuro e descobri que não estou sozinha! Os autores argumentam que o objeto precisa ter valor hoje para ser mantido. Um possível valor futuro não justifica o apego. Um ponto a menos para as fitas de Super Nintendo que eu pretendia vender em 2050 e ficar rica. Mas acho que vou ficar com essas por mais um tempo… vai que, né?

Bom, em outro ponto eu preciso concordar com os autores do livro: quanto mais coisas você tem, mais difícil é para manter a casa limpa e livre de poeira. Gente, tenho verdadeiro pavor de poeira e não aguento ver bibelôs juntando pó na estante. Além de atacar a minha rinite, a bagunça me estressa. Não no sentido de que fico louca pra arrumar tudo, mas sinto uma “agitação mental”, entende? Não consigo pensar direito ou me concentrar em algo.

Se você quiser investir nessa ideia dos 10 minutos diários, é importante estabelecer um hábito. Para isso, dizem que o ideal é repetir a ação por 30 dias seguidos. Depois, ela se torna um hábito e entra no “automático”. Os autores vão ainda mais longe e sugerem que você leve a organização da casa por 4 a 6 semanas. Para ter ainda mais incentivo, divida sua experiência com outras pessoas.

O livro dá um passo a passo um pouco complicado, na minha opinião. Ele fala em juntar cronômetro, caixas, canetas, post-its, luvas de borracha e produtos de limpeza antes de começar a organização da casa. Acredito em simplificar o processo para evitar que a preguiça ataque.

Comece a arrumação pelos cômodos que você mais gosta ou usa, assim se animará com os resultados e continuará no processo de organização. Os autores falam de todos os cômodos da casa e dão dicas ótimas. Uma delas é colocar a esponja de cozinha na máquina de lavar louças! Eu conhecia a dica do microondas, mas nunca pensei em colocar na máquina. Para completar, uma lista de perguntas que te ajudam a decidir o destino da bagunça:

15 perguntas para responder quando não souber o que fazer:

1. Este item é útil? Ele pode me poupar tempo, energia ou dinheiro? Ele preenche uma necessidade ou propósito?
2. Eu gosto dele?
3. Ele facilita minha vida, de alguma maneira?
4. Eu o usei, encontrei prazer nele ou olhei para ele no último ano?.
5. Ele me energiza ou me drena?
6 . Está quebrado (sem conserto) ou danificado de alguma maneira?
7. A informação que ele fornece está desatualizada (exemplo: livros velhos, revistas, vídeos, etc)?
8. Eu estou mantendo isso por culpa?
9. Eu já terminei de usá- lo e não vejo razão para usá- lo novamente?
10. Ele reflete a pessoa que eu sou hoje ou uma versão antiga de mim?
11. Eu já tenho algo parecido?
12. Eu irei completar isso (e.g., uma peça de tricô, um livro inacabado)?.
13. Eu estou gastando muito tempo pesando os prós e os contras?
14. Se eu me mudasse para uma casa muito menor, ele iria comigo?
15. Ele tem algum valor histórico ou financeiro em potencial (por exemplo, um item passado de geração a geração)?

Comprei o livro Organize em 10 minutos na versão digital pela Amazon. Ele está por R$ 9,99. Espero que gostem da indicação!

Beijos!

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