Categoria: Organização

Sou uma fraude?

Passei meses me dedicando ao destralhe do meu armário: doei muitas roupas, vendi outras e reduzi as compras de peças novas. Fiz o mesmo com sapatos, bolsas e bijuterias. Até as maquiagens, produtos de corpo e cabelo entraram na dança. Cheguei ao ponto de ocupar só metade do guarda-roupa e ficava feliz com cada espaço vazio.

No último fim de semana fizemos a mudança e foi moleza levar as roupas e acessórios para a casa nova. Como mostrei no vídeo de ontem, tudo estava bem organizado e foi muito mais fácil do que eu imaginava. Até aí, tudo certo. Até que chegou a hora de levar os itens de cozinha. Gente… Eu comecei a montar o “enxoval” em 2012, e desde então comprei/ganhei muita coisa legal para a casa. No chá de panela, os presentes mal cabiam no carro. Na época do casamento, era caixa saindo pelo ladrão na casa dos meus pais.

A cada item que chegava, eu arrumava um espacinho para montar meu estoque. Mandei muita coisa pra casa da minha sogra, enchi o baú da nossa cama e aproveitei um banheiro desocupado da casa dos meus pais. Fora o que ficou no maleiro do armário e outros cantos que eu ia arrumando. O resultado dessa bagunça toda é que eu não fazia a menor ideia da quantidade de coisas para a casa que eu tinha. Fiquei tanto nos artigos pessoais que perdi o controle do resto.

Pensei muito em um filme que recomendei aqui há um tempo: um homem guarda todos os seus pertences no depósito e só pode retirar um por dia. O que é realmente necessário ter em casa? É claro que a resposta para essa pergunta depende dos hábitos de cada pessoa. Apesar de ter recebido muitos presentes incríveis no ano passado, tive que correr no domingo para comprar um utensílio simples: uma leiteira de vidro resistente ao micro-ondas. Percebi que é uma das coisas mais importantes para mim na cozinha, especialmente enquanto o gás não chega.

Não me arrependo de ter começado o enxoval mil anos antes da mudança, até porque eu não imaginava que demoraria tanto. Fazendo as compras aos poucos, consegui juntar itens ‘dos sonhos’ sem sentir um impacto nas contas. O lado negativo foi perder o controle da situação. Até tentei fazer um inventário, mas não tive sucesso. Ou seja, vivo falando em organização, mas me perdi na minha própria bagunça. Será que sou uma fraude? :p

É brincadeira, tá? heheheh Um leve desvio no caminho da organização não vai tirar o meu foco, mas tudo isso me fez pensar que não adianta dar atenção total a um setor abandonar o restante. Na casa nova, vou me esforçar para manter todos os cômodos em ordem. Mas eu não sou a louca da organização, apesar de adorar o assunto. Dias de bagunça são inevitáveis e sei muito bem conviver com eles sem me estressar.

A mini roseira amarela é a mais nova moradora do apartamento :)
A mini roseira amarela é a mais nova moradora do apartamento 🙂

Vou aproveitar o feriadão para fazer AQUELA faxina no apartamento e organizar as minhas gavetas. Depois conto o resultado 🙂

Beijos!

Mudança prática!

Como vocês sabem, na semana passada fiquei super envolvida com a mudança para o apartamento novo. Pesquisei algumas maneiras de facilitar o transporte das roupas e descobri uma dica muito útil para facilitar o processo.

Filmei um pouco do início da mudança para registrar esse momento e passar essa dica para vocês. Já me imagino vendo esse vídeo daqui a uns anos e lembrando como foi a mudança <3. Sempre penso se minha vida vai mudar muito daqui a X anos, vocês também são assim? Loucurinhas de uma virginiana louca por planejamento 🙂

Então clique no vídeo para aprender essa dica incrível de mudança prática. E aproveite para se inscrever no canal!

Beijos!

Organização de esmaltes

Eu estou sempre em busca de maneiras mais interessantes de organizar os meus pertences, mas tem uma categoria que demorou muito para entrar na linha: esmaltes e acessórios de unhas. Costumava acumular muitos esmaltes, lixas, alicates e tudo que pudesse ser usado para fazer as unhas. É claro que virava uma bagunça!

Depois que comecei a fazer as unhas sempre em casa, precisei organizar melhor esse setor. Reduzi a quantidade de esmaltes e fiquei só com as cores preferidas. Tentei deixar tudo arrumado em uma gaveta, depois uma cestinha, mas achava que eles ainda estavam ocupando muito espaço. Aproveitei uma nécessaire de viagem que estava encostada e arrumei os acessórios por lá. Gostei muito do resultado e pensei que algumas de vocês podem ter o mesmo problema que eu! Afinal, como organizar esmaltes?

Pesquisei algumas opções para resolver esse problema de organização. A escolha do modelo vai depender basicamente da quantidade de esmaltes. Se você é como eu e tem menos de 10 vidrinhos, consegue guardar tudo em uma bolsinha ou em potes de vidro/porcelana/plástico.

Quem tem uma coleção um pouco maior por organizar os esmaltes em maletas ou caixas. Adoro as forradas com tecido! Mas se você é um pouco exagerada no quesito unhas, pode optar por caixas com divisórias ou organizadores de acrílicos. Assim, todos os vidros ficam expostos e você encontra fácil a cor eleita para a semana. Separei algumas ideias de organizadores para esmaltes:

organização

E você não precisa gastar horrores para ter um organizador interessante. Pode pintar ou forrar uma caixa de MDF ou aproveitar uma nécessaire antiga (como eu fiz). Se você quiser comprar, vou dar uma dica: o site Elo7 tem produtos lindos de vários artesãos. Comprei alguns itens por lá para o casamento e deu tudo certo! O legal é que você compra diretamente de quem faz o artesanato, e não de uma grande rede de lojas. Lá tem de tudo, é só procurar!

As outras imagens eu encontrei nos sites Meu Móvel de Madeira e Casa Que Tem.

Aproveitando uma ideia que surgiu nos comentários, gravei um vídeo mostrando a minha bolsinha de esmaltes 🙂

Beijos!

 

Agora vai! Resultado de fevereiro

O resultado do desafio Agora vai! de fevereiro foi um sucesso: voltei a gostar de uma peça e ainda abri espaço no armário. A ideia é escolher três peças que eu não uso há tempos e descobrir por que elas estavam abandonadas no guarda-roupa. Todo mundo tem alguma roupa, sapato ou acessório encostado na gaveta e essa é a hora de dar uma última chance a eles.

Na escolha dos itens de março, resolvi dificultar um pouco e coloquei até maquiagem. Vai ser realmente um desafio sair da minha zona de conforto. Se você quiser conhecer melhor o projeto e conferir o resultado de fevereiro, além das peças escolhidas para março, é só assistir o vídeo:

Beijos!

Use organizadores e acabe com a bagunça

Manter a casa arrumada é um desafio para a maioria de nós. Logo depois da faxina, os objetos voltam a se acumular e parece que nada fica no lugar certo por muito tempo. Acumular tralha sempre vai ser sinônimo de bagunça, mas podemos usar diferentes modelos de organizadores para arrumar com carinho os objetos que você decidiu manter em casa. Separei alguns modelos que funcionam principalmente para quarto e banheiro.

Você não precisa gastar horrores em lojas caras para comprar organizadores. Hoje em dia encontramos esses materiais em lojas pequenas de utilidades domésticas e presentes. E se você não achar exatamente o item que está procurando, pode adaptar objetos que tiver em casa. Por exemplo, uma caixa simples de MDF pode receber tinta ou tecido e virar um lindo porta-joias. Até embalagens de papelão que estão paradas na sua despensa podem quebrar um galho na organização.

Eu uso caixas de MDF e até um pote de servir petiscos (!) para guardar bijuterias, sombras e batons. Sabe aquelas caixas de lembrancinha de festas? Então, estão lá no meu armário organizando miudezas. Até a Marie Kondo recomenda que você aproveite caixas e embalagens! No livro ela cita as caixas de Iphone e outros produtos da Apple. Elas são bem resistentes e nunca inovam no formato: são retangulares ou quadradas, perfeitas para organizar qualquer gaveta.

Vamos às ideias!

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Você vai encontrar caixas em diferentes materiais, é só escolher o seu preferido. Eu uso as de plástico transparentes para guardar lembranças, fotos e alguns objetos que não uso sempre. Eles ficam protegidos da poeira e posso enxergar de fora o que está em cada caixa. Gosto dos modelos de tecido para guardar roupa íntima, biquínis e meias. Já comprei ótimas caixas em supermercados, sempre encontro algo na promoção.

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Para guardar bijuterias, relógios e óculos eu gosto das caixas com divisórias. Assim, os brincos não se perdem no meio dos colares e fica fácil encontrar o que você quer usar. Já tive uma grande de madeira onde guardava todas as minhas bijuterias e recomendo. Hoje tenho poucas peças, então guardo em caixinhas de MDF. Deixo dentro da gaveta sem a tampa, então elas acabam funcionando como divisórias. O modelo vai depender muito da quantidade de coisas que você tem, então procure um organizador que se adeque às suas necessidades.

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Os organizadores de armário são os meus preferidos! Guardo de tudo neles. Essas caixas de tecido com divisórias são ótimas para guardar peças íntimas, cabos de eletrônicos e outras pequenezas que ficam um pouco perdidas no armário. Uma opção baratinha é esse jogo de divisórias em plástico, que se adaptam em qualquer tamanho de gaveta. Você compra o kit e coloca quantas faixas quiser na gaveta. Esse formato colmeia permite organizar todo tipo de objeto no guarda-roupa! Esse cabide em forma de vestido é incrível para organizar lenços e cintos sem ocupar muito espaço.

Espero que tenham gostado dessas dicas de organização. Os organizadores transformam cômodos e ajudam muito a diminuir a bagunça!

Beijos!

Imagens: Etna e Tok&Stok

Organizando com o celular

No ano passado parei de usar agendas e bloquinhos de papel para me organizar. Passei tudo para o celular e hoje em dia estou sempre de olho em aplicativos que me ajudam na organização. Essa mudança simplificou muito a minha rotina, já que não preciso carregar nada além do telefone. Ou seja: acabou aquela história de ficar na mão porque esqueci a agenda em outra bolsa, sabe?

Lá no canal no Youtube uma pessoa sugeriu que eu falasse um pouco mais sobre o uso do celular para a organização e eu adorei a ideia! A melhor parte de postar vídeos tem sido a conversa nos comentários, aprendo muito por lá. Se você ainda não é inscrito no canal, aproveita e dá uma passadinha lá 🙂

No vídeo de hoje eu falo um pouco sobre os aplicativos que mais uso para a organização diária. Meu sistema é bem simples, sem complicações. Pode ser que você precise de algo mais complexo, aí é só adaptar às suas necessidades. O mais importante, para mim, é reduzir e simplificar. Tanto os compromissos quanto o sistema de organização.

Clique no vídeo para assistir:

Beijos!

Guia ilustrado da organização

A Marie Kondo, uma japonesa especialista em organização que eu adoro, lançou um novo livro: Spark Joy. É um guia ilustrado da organização, com imagens explicando direitinho como arrumar cada objeto da sua casa. Ela passa por todos os cômodos e dá dicas para cada item. As ilustrações mostram a dobrar corretamente todo tipo de roupa.

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Infelizmente, não encontrei a versão em português. Mas as ilustrações são bem detalhadas e ajudam mesmo sem tradução 🙂

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Já falei bastante da Marie Kondo em vários posts por aqui, então resolvi fazer a resenha do livro novo em vídeo em vídeo. Ainda quero fazer uma série de posts sobre as dicas que ela dá para cada cômodo da casa. Hoje em dia arrumo as minhas gavetas de acordo com o método dela e gosto muito do resultado!

A Marie indica uma ordem bem específica para quem quer começar o destralhe da casa: roupas, livros, papelada, komono (itens diversos) e, por fim, itens sentimentais, como cartas e fotografias.

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Se você ficou curioso com o livro Spark Joy, assista ao vídeo para saber um pouco mais sobre ele;

Beijos!

*Todas as imagens foram retiradas do livro Spark Joy, da Marie Kondo.

Um livro para a vida toda

Levei alguns anos para entender que uma agenda lotada não é sinônimo de felicidade. Acreditava que uma pessoa de sucesso precisava ter compromisso atrás de compromisso. Hoje encaro a famosa “correria” como pura falta de organização e foco. Se alguém tem milhares de atividades a cumprir na semana, certamente não está priorizando o essencial. Claro que todos passamos por períodos mais conturbados, mas, para mim, é possível simplificar a rotina.

Esses dias descobri um livro que pretendo levar para a vida toda: Essencialismo – A disciplinada busca por menos, de Greg McKeown. O autor já começa dizendo que você não precisa sentir culpa nenhuma ao recusar convites e atividades pouco importantes, pelo contrário! Troque o status “ocupado” pelo “produtivo” e você ganhará mais tempo e cabeça para correr atrás dos seus objetivos.

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O livro sugere a seguinte estratégia: explorar as possibilidades até escolher um objetivo, eliminar ações desnecessárias para alcançá-lo e executar o que precisa ser feito. Na fase de eliminação, precisamos aprender a dizer “não” sem medo e a estabelecer limites. Quantas vezes eu e você já dedicamos tempo e esforço a algo que não nos interessava e logo depois nos sentimos arrependidos? Ou chegamos atrasados em um evento familiar para terminar um trabalho que nem era tão urgente?

O autor nos convida a fazer a seguinte pergunta: Estou investindo nas atividades certas? A partir daí, ele mostra como simplificar a rotina e abrir mão daquilo que não traz benefícios. Já ouviu falar no princípio de Pareto? Segundo ele, 20% do nosso esforço produz 80% dos resultados.

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O livro contra histórias ótimas de pessoas que lidam de maneiras muito diferentes com certas situações no trabalho e em casa. O “Essencialismo” traz casos de empresários, CEOs e funcionários que perderam o foco do que era importante. Começando pela história do próprio autor: no dia do nascimento de sua filha, Greg deixou a esposa no hospital e foi a uma reunião. É claro que a reunião dão deu em nada e, só depois, ele percebeu que tinha perdido um momento tão importante.

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Tenho praticado um hábito que me ajuda bastante a reduzir essa pressão dos afazeres diários. Quando penso: “tenho que ir a esse almoço”, “tenho que visitar fulano”, “tenho que terminar esse livro”, logo me corrijo e digo “quero fazer tal coisa”. Afinal, eu não tenho que fazer absolutamente nada, mas escolho ter certos compromissos.

Um exemplo bem atual: todos os dias tenho que resolver algo da reforma. Quando penso em reclamar, lembro que eu escolhi fazer essa reforma, ninguém me obrigou. Então assumo a responsabilidade e tento simplificar ao máximo o que precisa ser feito. Mas como? Hoje precisei ir em uma rua muito movimentada comprar lâmpadas. Em vez de me estressar procurando vagas, acordei cedo e fui antes do movimento começar. Levei uma lista do que precisava e, em 5 minutos, resolvi tudo!

Enfim, adorei o livro e recomendo muito para quem quer simplificar a vida. Espero que gostem da indicação 🙂

Beijos!

PS: todas as imagens foram retiradas do livro.

Agora Vai! Resultado de janeiro

No início de janeiro eu comecei o desafio Agora Vai para liberar mais espaço no guarda-roupa. A ideia é escolher, todo mês, 3 peças que estejam esquecidas no armário e dar uma última chance a elas. Se eu não conseguir usar a roupa ou acessório no período, ela precisa ser vendida ou doada.

Para janeiro, escolhi uma saia, um vestido e uma regata. Gostei muito da experiência e contei os resultados o desafio em vídeo. Ah, no vídeo mostro também as peças escolhidas para fevereiro. É só clicar no vídeo para assistir:

E se você ainda não é inscrito no canal, corre lá! Acabamos de completar 1.000 inscritos no Youtube e surgem várias dicas legais nos comentários dos vídeos. Para se inscrever, é só ir no canal e clicar no botão vermelho de inscrição. Te espero lá!

Beijos!

6 Filmes para pensar sobre Minimalismo

Buscando incentivo para reduzir o consumo e viver com menos? Conheça 6 filmes que vão inspirar sua jornada pelo minimalismo!

A lista é resultado de muita pesquisa e de uma maratona intensa de filmes. Veio de uma grande amiga a ideia de mostrar filmes que tratam do minimalismo e eu adorei escrever um pouco sobre os meus preferidos para vocês. Alguns são mais hollywoodianos, outros mais ‘vida real’, mas cada um me fez pensar sobre o nosso apego aos objetos.

Se você conhece algum desses títulos, me conte o que achou dele! 🙂

No Impact Man

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Uma família de Nova York decide passar um ano reduzindo ao máximo o impacto no meio ambiente. Isso quer dizer: abrir mão da eletricidade, consumir apenas alimentos produzidos localmente, abolir o uso de papel higiênico e não embarcar em carro, ônibus, trem ou avião. Eles também pararam de comprar e assistir televisão.

O pai da família, Colin Beaven, virou um fenômeno da mídia. Ele participou de shows na TV e deu dezenas de entrevistas para jornais do mundo inteiro. Fiquei com a impressão de que ele estava adorando toda essa exposição e usou o projeto para se promover (e vender livros). Apesar disso, a experiência dessa família norte-americana alerta para a questão do consumo excessivo e me fez repensar vários costumes.

Um exemplo: eles passam uns dias na fazenda para conhecer a produção dos alimentos que compram na feira. Quantos de nós sabemos de onde vem nossa comida? Em que condições ela é produzida? Se você consome carnes, sabe como os animais são tratados? Mesmo que eu não concorde 100% com a postura do Colin, foi bom parar para pensar nessas coisas.

O documentário, disponível no Netflix, mostra a vida em família sem consumo. Dá para perceber que a filha deles não sente falta de praticamente nada do que tinha antes e até se diverte mais sem televisão ou eletricidade. Também achei interessante ver como o casal superou alguns desentendimentos durante o projeto. Tipo: onde vamos guardar a comida se não temos geladeira?

Bill Cunningham New York

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Foto: CLINT SPAULDING/PatrickMcMullan.com

O fotógrafo norte-americano Bill Cunningham, hoje com 86 anos, faz graça da contradição da própria vida. Ele mora em Nova York com pouquíssimos objetos e remenda as roupas com fita isolante, mas ganhou fama fotografando desfiles de moda, festas da alta sociedade e pessoas estilosas nas ruas.

Bill é um apaixonado pela moda e pela fotografia, é praticamente uma obsessão. Ele nunca teve um relacionamento amoroso nem constituiu família, muito menos ficou rico com a profissão. Quando estava na revista Details, rasgava os cheques do pagamento. Trabalhando de graça, ele não poderia receber ordens dos chefes. “Dinheiro é barato. Cara é a liberdade” – uma das frases mais lindas que já ouvi.

Notou o casaco azul da foto? É marca registrada de Bill. Essa peça é vendida em lojas de ferramentas na França e usada por trabalhadores de fábricas. Pela praticidade, foi o casaco escolhido por um homem que tem acesso aos maiores estilistas do mundo :). A paixão pela fotografia e o desapego extremo em uma cidade exuberante como NY me impressionaram. Filme imperdível para quem curte moda, fotografia e simplicidade.

My Stuff
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Cansado do apartamento abarrotado de coisas, um finlandês resolve colocar todos os objetos em um depósito para pensar sobre o que é realmente necessário. A ideia é que ele possa, durante um ano, buscar um item por dia. Ele fica sem absolutamente nada, tanto que precisa correr pelado até o depósito para buscar um casaco no primeiro dia do projeto. Ah, e ele não podia comprar nada nesse período! Só consertar ou trocar.

Fiquei pensando em quais objetos eu resgataria nos primeiros dias. No caso do Petri, era inverno, e ele optou por casaco, botas e uma coberta. Para conseguir trabalhar e sair de casa, ele precisou de calça e blusa (mas deixou as cuecas guardadas por um tempo, heheheh). O colchão também voltou para casa nas primeiras semanas.

Já o celular, que parece tão indispensável nos dias de hoje, ficou quatro meses no depósito. Até da geladeira ele abriu mão por um tempo: deixava os alimentos do lado de fora da janela (imagina o frio!). É engraçado que ele não passa por muitos apertos no dia a dia de trabalho e casa. A situação só encrenca quando ele vai sair pela primeira vez com uma garota e não tem roupas limpas nem um ferro para deixá-las apresentáveis.

Ele fica tão acostumado com a situação que chega a ir ao depósito e sair de mãos abanando: nada ali dentro era necessário. No fim das contas, ele percebe que precisa de 100 itens essenciais e mais 100 para um conforto extra. Isso contando cada garfo, liquidificador e cortinas da casa, ok? Mais sobre o filme aqui.

Na Natureza Selvagem (Into the Wild)
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Quem nunca pensou em largar tudo e passar um tempo isolado do mundo? Depois de se formar na faculdade, Christopher McCandless doa todas as suas economias e começa uma viagem pelos Estados Unidos. Ele coloca uma mochila nas costas e parte com pouquíssimos objetos, chegando ao ponto de queimar o que restou de dinheiro no bolso.

O filme é baseado em uma história real e mostra a jornada de um jovem de classe média em busca de uma vida totalmente livre. Suas únicas preocupações são sobreviver na natureza e chegar ao Alasca. Ele conta com a ajuda das pessoas que vai conhecendo no caminho e impacta a realidade de muitas delas.

Fugir da civilização é um exemplo extremo, mas podemos aproveitar a história de McCandless para entender o que realmente importa na vida. Depois dessa experiência, ele chega às suas próprias conclusões sobre felicidade. Mas não vou estragar a história, vejam o filme 🙂 Disponível no Netflix.

Amor sem escalas (Up In the Air)
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O personagem do George Clooney passa a maior parte do tempo viajando e não gosta de perder tempo despachando bagagem ou carregando objetos desnecessários. Ele leva uma mala compacta com tudo o que precisa para as viagens a trabalho: computador e poucas roupas.

O filme não se trata só disso, claro, mas as cenas do Clooney arrumando a mala e a visão do apartamento dele, com pouquíssimos itens, me chamaram atenção. Incontáveis vezes nessa vida eu me senti como a colega de trabalho dele, que carrega travesseiros e uma mala nada prática. Dá trabalho carregar e cuidar de tanta coisa, então eu sempre me arrependia. Ainda não reduzi meus pertences como o personagem, mas minha mala já é bem menor!

Além do trabalho com empresas, o personagem dá palestras. Ele convida o público a imaginar todos os pertences pessoais em uma mochila e sair andando com ela. Impossível para a maior parte das pessoas. Ele sugere o mesmo exercício com relacionamentos: alguns pesam mais, outros são mais leves. Precisamos mesmo ficar com todos? Filme disponível no Netflix.

We the Tiny House People
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Tente colocar todos os seus pertences em uma dúzia de metros quadrados. Impossível? Essa difícil tarefa é normal para os moradores de minicasas. A diretora Kirsten Dirksen entrevistou várias pessoas que passam a vida em imóveis minúsculos e conseguem acomodar tudo o que possuem lá dentro.

Muitas das casinhas exibidas comportam sala, cama, banheiro e cozinha, tudo em versão reduzida. É outro exemplo extremo de minimalismo, mas me fez pensar em todo o espaço desperdiçado na minha casa. Pagamos caro por cada metro quadrado de um imóvel e devemos aproveitá-los da melhor maneira.

Então ignore as excentricidades de alguns personagens e foque nas ideias geniais de uso o espaço. O filme me rendeu ótimas ideias para o apartamento! Esse está disponível no Youtube.

 

Você tem mais alguma dica de filme com ideias e personagens relacionados ao minimalismo? Escreva aqui nos comentários, quero assistir mais filmes sobre o assunto 🙂

Beijos!