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6 Filmes para pensar sobre Minimalismo

Buscando incentivo para reduzir o consumo e viver com menos? Conheça 6 filmes que vão inspirar sua jornada pelo minimalismo!

A lista é resultado de muita pesquisa e de uma maratona intensa de filmes. Veio de uma grande amiga a ideia de mostrar filmes que tratam do minimalismo e eu adorei escrever um pouco sobre os meus preferidos para vocês. Alguns são mais hollywoodianos, outros mais ‘vida real’, mas cada um me fez pensar sobre o nosso apego aos objetos.

Se você conhece algum desses títulos, me conte o que achou dele! 🙂

No Impact Man

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Uma família de Nova York decide passar um ano reduzindo ao máximo o impacto no meio ambiente. Isso quer dizer: abrir mão da eletricidade, consumir apenas alimentos produzidos localmente, abolir o uso de papel higiênico e não embarcar em carro, ônibus, trem ou avião. Eles também pararam de comprar e assistir televisão.

O pai da família, Colin Beaven, virou um fenômeno da mídia. Ele participou de shows na TV e deu dezenas de entrevistas para jornais do mundo inteiro. Fiquei com a impressão de que ele estava adorando toda essa exposição e usou o projeto para se promover (e vender livros). Apesar disso, a experiência dessa família norte-americana alerta para a questão do consumo excessivo e me fez repensar vários costumes.

Um exemplo: eles passam uns dias na fazenda para conhecer a produção dos alimentos que compram na feira. Quantos de nós sabemos de onde vem nossa comida? Em que condições ela é produzida? Se você consome carnes, sabe como os animais são tratados? Mesmo que eu não concorde 100% com a postura do Colin, foi bom parar para pensar nessas coisas.

O documentário, disponível no Netflix, mostra a vida em família sem consumo. Dá para perceber que a filha deles não sente falta de praticamente nada do que tinha antes e até se diverte mais sem televisão ou eletricidade. Também achei interessante ver como o casal superou alguns desentendimentos durante o projeto. Tipo: onde vamos guardar a comida se não temos geladeira?

Bill Cunningham New York

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Foto: CLINT SPAULDING/PatrickMcMullan.com

O fotógrafo norte-americano Bill Cunningham, hoje com 86 anos, faz graça da contradição da própria vida. Ele mora em Nova York com pouquíssimos objetos e remenda as roupas com fita isolante, mas ganhou fama fotografando desfiles de moda, festas da alta sociedade e pessoas estilosas nas ruas.

Bill é um apaixonado pela moda e pela fotografia, é praticamente uma obsessão. Ele nunca teve um relacionamento amoroso nem constituiu família, muito menos ficou rico com a profissão. Quando estava na revista Details, rasgava os cheques do pagamento. Trabalhando de graça, ele não poderia receber ordens dos chefes. “Dinheiro é barato. Cara é a liberdade” – uma das frases mais lindas que já ouvi.

Notou o casaco azul da foto? É marca registrada de Bill. Essa peça é vendida em lojas de ferramentas na França e usada por trabalhadores de fábricas. Pela praticidade, foi o casaco escolhido por um homem que tem acesso aos maiores estilistas do mundo :). A paixão pela fotografia e o desapego extremo em uma cidade exuberante como NY me impressionaram. Filme imperdível para quem curte moda, fotografia e simplicidade.

My Stuff
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Cansado do apartamento abarrotado de coisas, um finlandês resolve colocar todos os objetos em um depósito para pensar sobre o que é realmente necessário. A ideia é que ele possa, durante um ano, buscar um item por dia. Ele fica sem absolutamente nada, tanto que precisa correr pelado até o depósito para buscar um casaco no primeiro dia do projeto. Ah, e ele não podia comprar nada nesse período! Só consertar ou trocar.

Fiquei pensando em quais objetos eu resgataria nos primeiros dias. No caso do Petri, era inverno, e ele optou por casaco, botas e uma coberta. Para conseguir trabalhar e sair de casa, ele precisou de calça e blusa (mas deixou as cuecas guardadas por um tempo, heheheh). O colchão também voltou para casa nas primeiras semanas.

Já o celular, que parece tão indispensável nos dias de hoje, ficou quatro meses no depósito. Até da geladeira ele abriu mão por um tempo: deixava os alimentos do lado de fora da janela (imagina o frio!). É engraçado que ele não passa por muitos apertos no dia a dia de trabalho e casa. A situação só encrenca quando ele vai sair pela primeira vez com uma garota e não tem roupas limpas nem um ferro para deixá-las apresentáveis.

Ele fica tão acostumado com a situação que chega a ir ao depósito e sair de mãos abanando: nada ali dentro era necessário. No fim das contas, ele percebe que precisa de 100 itens essenciais e mais 100 para um conforto extra. Isso contando cada garfo, liquidificador e cortinas da casa, ok? Mais sobre o filme aqui.

Na Natureza Selvagem (Into the Wild)
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Quem nunca pensou em largar tudo e passar um tempo isolado do mundo? Depois de se formar na faculdade, Christopher McCandless doa todas as suas economias e começa uma viagem pelos Estados Unidos. Ele coloca uma mochila nas costas e parte com pouquíssimos objetos, chegando ao ponto de queimar o que restou de dinheiro no bolso.

O filme é baseado em uma história real e mostra a jornada de um jovem de classe média em busca de uma vida totalmente livre. Suas únicas preocupações são sobreviver na natureza e chegar ao Alasca. Ele conta com a ajuda das pessoas que vai conhecendo no caminho e impacta a realidade de muitas delas.

Fugir da civilização é um exemplo extremo, mas podemos aproveitar a história de McCandless para entender o que realmente importa na vida. Depois dessa experiência, ele chega às suas próprias conclusões sobre felicidade. Mas não vou estragar a história, vejam o filme 🙂 Disponível no Netflix.

Amor sem escalas (Up In the Air)
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O personagem do George Clooney passa a maior parte do tempo viajando e não gosta de perder tempo despachando bagagem ou carregando objetos desnecessários. Ele leva uma mala compacta com tudo o que precisa para as viagens a trabalho: computador e poucas roupas.

O filme não se trata só disso, claro, mas as cenas do Clooney arrumando a mala e a visão do apartamento dele, com pouquíssimos itens, me chamaram atenção. Incontáveis vezes nessa vida eu me senti como a colega de trabalho dele, que carrega travesseiros e uma mala nada prática. Dá trabalho carregar e cuidar de tanta coisa, então eu sempre me arrependia. Ainda não reduzi meus pertences como o personagem, mas minha mala já é bem menor!

Além do trabalho com empresas, o personagem dá palestras. Ele convida o público a imaginar todos os pertences pessoais em uma mochila e sair andando com ela. Impossível para a maior parte das pessoas. Ele sugere o mesmo exercício com relacionamentos: alguns pesam mais, outros são mais leves. Precisamos mesmo ficar com todos? Filme disponível no Netflix.

We the Tiny House People
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Tente colocar todos os seus pertences em uma dúzia de metros quadrados. Impossível? Essa difícil tarefa é normal para os moradores de minicasas. A diretora Kirsten Dirksen entrevistou várias pessoas que passam a vida em imóveis minúsculos e conseguem acomodar tudo o que possuem lá dentro.

Muitas das casinhas exibidas comportam sala, cama, banheiro e cozinha, tudo em versão reduzida. É outro exemplo extremo de minimalismo, mas me fez pensar em todo o espaço desperdiçado na minha casa. Pagamos caro por cada metro quadrado de um imóvel e devemos aproveitá-los da melhor maneira.

Então ignore as excentricidades de alguns personagens e foque nas ideias geniais de uso o espaço. O filme me rendeu ótimas ideias para o apartamento! Esse está disponível no Youtube.

 

Você tem mais alguma dica de filme com ideias e personagens relacionados ao minimalismo? Escreva aqui nos comentários, quero assistir mais filmes sobre o assunto 🙂

Beijos!

Como cortar gastos

Nesse início de ano fui revisar meu orçamento para cortar umas “gordurinhas”. Já tenho um orçamento bem organizado, mas sempre consigo reduzir aqui ou ali. Percebi que meu plano de celular oferecia muito mais do que eu usava, então aproveitei para começar a economizar por aí.

Durante esse exercício surgiram várias ideias de como cortar gastos, etapa essencial para quem quer economizar. Então fiz um vídeo com várias dicas para reduzir o orçamento. Espero que ajude 🙂

Se você gostou da ideia de abrir uma lojinha no Enjoei para vender peças que estão paradas no armário, use esse link: enjoei.com/c/elisa-dba592. Assim você ganha R$ 20 de crédito 🙂

Beijos!

Organizando as finanças para 2016

Meus feeds do Facebook e do Youtube só falam em uma coisa: compras, compras e compras. Já pulei essa parte do meu Natal, como contei pra vocês, mas estava sentindo falta de organizar a minha vida financeira para 2016. Esse ano eu fui fiel à planilha de gastos e isso me ajudou muito. O início do ano foi bem bagunçado em relação aos gastos por conta do casamento, mas depois consegui “entrar nos eixos”.

Em vez de esperar dezembro acabar para pensar nas contas de 2016, que tal já deixar pronto um plano para o ano? Acredito que não tem hora certa para planejar as finanças, o importante é começar. Postei no Youtube um vídeo com algumas dicas e contando um pouco da minha organização para 2016.

Várias metas de ano novo exigem dinheiro, então a organização financeira é fundamental. De que adianta fazer mil planos, mas não saber como tirá-los do papel?

Clique na foto abaixo para assistir ao vídeo. Aproveite para se inscrever no canal 🙂

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Beijos!

 

O barato que sai caro…

… e o caro que sai caro mesmo! Vocês também têm dificuldade em identificar se um produto vale o preço cobrado? Eu me deixo seduzir facilmente por preços baixos, por isso já comprei muita coisa sem qualidade nessa vida. E o pior: repito o erro e volto a comprar em lojas de qualidade questionável quando aparece uma promoção.

Esse é um defeito que eu estou tentando mudar. No último Natal escolhi de presente uma sapatilha linda de uma loja “mediana”, mas muito convincente. Tá certo que usei bastante o sapato, mas em novembro a sola começou a descolar. Além disso, o material não é couro e mancha fácil. Ou seja, ela é bonita e foi barata, mas não durou nadinha…

Fui pesquisar preços e modelos de sapatos para substituir esse e decidi que não voltaria naquela loja, mesmo que a vitrine estivesse maravilhosa. Decidi também apostar em um modelo todo de couro para não ter mais problemas com manchas e desgaste antes da hora. Logo vi que o orçamento precisava aumentar e morri de dúvidas.

Até que ponto vale ser a louca da economia? Será que eu não estava deixando de comprar produtos de boa qualidade só para poupar alguns reais? Por outro lado, qual é o limite? Em que momento que custo/benefício deixa de valer e o sapato fica caro demais?

Tenho pensado muito no assunto e acho que dá para encontrar um meio termo. Na história do sapato, a solução que eu encontrei foi provar sapatos em uma loja onde eu não entraria antigamente (por pura teimosia), mas que está dentro das minhas possibilidades. Encontrei uma sandália confortável, toda de couro, ideal para trabalhar, e gastei 40% a mais do que gastaria antes.

Vi a foto da sandália por semanas até ir à loja e estou muito satisfeita com a minha decisão. Estou percebendo que minha teimosia em gastar menos pode se virar contra mim em certos momentos, então quero ficar mais atenta. Ainda não estou convencida a gastar rios de dinheiro em itens que não são importantes para mim (carro e bolsas, por exemplo), mas quero ser mais maleável.

Como vocês diferenciam o barato que sai caro e o caro que sai caro mesmo? Já desistiram de economizar em alguma coisa?

Aproveite a vida sem compras

O que você faz quando não está gastando? Já parou para pensar em quanto as atividades que não custam nada podem ser prazerosas? Hoje descobri um projeto incrível do site The Story of Stuff Project, que recomendo muito para quem também está nessa fase de redução do consumo. Eles estão propondo que você poste fotos mostrando como você aproveita essa época do ano sem comprar presentes.

Pessoas de todos os lugares do mundo estão mandando fotos inspiradoras e você pode fazer o mesmo! Se você tem alguns dias de recesso e quer fugir de shoppings lotados, pode buscar inspiração na galeria. Tem gente cozinhando, fazendo artesanato, passeando com o cachorro e outras mil coisas. A ideia é mostrar tudo aquilo que você pode fazer usando o tempo que gastaria com compras.

Olha quantas coisas incríveis as pessoas estão fazendo ao redor do planeta:

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Ficou inspirado para fazer algo diferente em dezembro? Eu amei a ideia e já quero mandar mil fotos! É só entrar nessa página e mandar sua foto 🙂

Se você ainda não leu o post com a nossa conversa sobre presentes de Natal, aproveite e clique aqui. É uma reflexão rápida sobre o consumo louco dessa época do ano e a obrigação de trocar presentes. Minha família aboliu essa ideia e estão todos satisfeitos com a escolha 🙂

Beijos!

Como economizar dinheiro para VIAJAR

Eu economizo em muitas áreas da vida, mas tem uma coisa que me faz gastar sem dó: viagens! Acho que viajar é uma das melhores formas de gastar nosso dinheiro. Mas ninguém aqui é a Lala Rudge, então precisamos nos organizar financeiramente antes de uma viagem mais cara. Quero passar algumas dicas de como economizar dinheiro que funcionam muito bem comigo e pode ser úteis para vocês!

Minha amiga Marina, que já viajou o mundo todo, também falou um pouco sobre como economizar dinheiro. Ela está planejando uma grande viagem e você pode saber mais no blog dela: http://meumundoquintal.blogspot.com.br/

Aproveite para se inscrever no canal e receber os próximos vídeos, sempre às terças e quintas 🙂

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Beijos!

Por que eu não quero presentes de Natal?

Lembro a ordem exata dos acontecimentos: vi luzes coloridas no céu, a campainha tocou e um saco vermelho apareceu na porta de casa. O que mais poderia ser em plena véspera de Natal? Papai Noel, obviamente, passou voando no trenó iluminado, chamou o elevador do prédio e deixou nossos presentes. Ele saiu sem dizer ‘oi’, mas nem liguei. O importante era o que estava dentro do saco!

Por muitos e muitos anos, o Natal significou, para mim, muita expectativa para saber o que estava nos pacotes. Quantas e quantas vezes eu e minha irmã aproveitamos a ausência dos nossos pais para espiar os presentes no armário. Não podíamos mexer em nada, mas matar a curiosidade era suficiente. Natal era isso: ganhar coisas. Nunca liguei muito para a comida natalina, então nem isso competia com a ansiedade pelos presentes.

Meu primeiro Natal depois de formada, com um emprego de verdade, também foi uma loucura. Andava no shopping louca atrás de mais e mais sacolas. Eu era muito nova, tinha poucos gastos e nenhum plano para o futuro, então gastava sem dó. Acho que nunca dei tantos presentes na vida! Só não comprei mais porque recebia salário de iniciante (claro!) e tinha um limite.

já pensou em ter um

O tempo passou, eu percebi que estava acumulando muitas coisas e entrei na fase do destralhe. Aquilo me fez tão bem que não faria sentido voltar a consumir como antes. Reduzia as compras ao longo do ano, mas sempre chegava a hora do Natal. A lista de presenteados foi diminuindo ao longo dos anos, assim como a cota de gastos para cada presente.

Virou uma obrigação. Eu tinha que comprar algo para a minha irmã porque sabia que ganharia um presente dela. Mesmo que meu pai estivesse com o closet lotado, eu precisava comprar uma camisa nova para não chegar de mãos abanando no jantar do dia 24.

Até que um dia minha vó me devolveu os presentes que eu tinha comprado para ela nas últimas datas comemorativas. Ela disse que não precisava de nada daquilo e que seria mais útil para mim, já que estou montando minha casa. Em vez de me ofender, fiquei muito feliz! Aquilo realmente me ajudou a montar o enxoval e a perceber que minha vó não estava preocupada com presentes. Ela só queria passar o Natal com a gente!

Pensei muito sobre isso e, conversando com a minha irmã, tomamos uma decisão para este Natal: nada de presentes! Nossos pais adoraram a ideia, assim como a minha sogra. Então ficou combinado: não vamos trocar presentes entre a família. No dia 24, vamos comer, beber e aproveitar a noite. E só 🙂

Essa não é uma decisão radical e já apareceram algumas exceções. Minha vó foi a primeira a dizer que está fora, hahahah. Ela não resiste às compras e, como faz há décadas, já deve estar planejando os presentes de cada filho e neto.  Vamos participar normalmente dos grupos de amigo oculto, já que essa é uma oportunidade incrível de rever amigos e confraternizar.

Minha mãe ficou com dó de deixar as crianças sem brinquedo, então elas também ficaram de fora do plano. Mas isso não significa que vamos gastar uma fortuna em brinquedos. Aliás, aqui em casa já compramos os (poucos) presentes que as crianças ganharão. Aproveitamos as promoções de novembro e conseguimos coisas ótimas entre R$ 30 e R$ 50. E não precisaremos enfrentar shoppings lotados em dezembro, o que já é um sucesso!

Foi um pouco difícil convencer o marido, mas ele gostou da ideia de economizar e acabou topando. É uma tentativa e ainda pode passar por ajustes, mas acredito que o Natal nunca mais será o mesmo aqui em casa. Se você não fica confortável com a ideia ou sabe que algum familiar vai se ofender se não ganhar uma lembrancinha, adapte a proposta.

Reduza o número de presenteados ou o valor de cada presente. Em vez de comprar, faça você mesmo alguns dos presentes. Que tal biscoitos, uma carta, um panetone decorado ou velas perfumadas? As ideias são infinitas, e eu recomendo esse sabonete esfoliante que ensinei por aqui.

O principal objetivo de tudo isso é focar no que realmente importa no Natal. Pra mim, é a reunião da família e a gratidão por tudo o que aconteceu no ano. Pra você, pode ser o nascimento de Jesus ou o momento de fazer o bem aos outros. Pense no que te faz bem de verdade e foque nisso. Com certeza suas melhores lembranças de Natal não envolvem presentes 🙂

Beijos!

Acabou o desafio sem compras!

Acaboooou! Ontem foi o esperadíssimo fim do Desafio 30 dias sem compras, criado pelo pessoal do Tem Açúcar. Estou há bastante tempo sem compras roupas e sapatos, então achava que seria moleza. Mas é só falar que algo está “proibido” e surge a maior vontade de contrarias as regras…hehehehe. Continuei sem comprar objetos pessoais, acessórios, e coisas do tipo.

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Difícil mesmo foi ficar sem os livros. Aproveitei para experimentar um mês gratuito do Kindle Unlimited, que te permite baixar quantos e-books quiser. Foi ótimo para evitar o gasto com livros, mas ainda não decidi se vou assinar o serviço de vez. Certamente seria uma bela economia, mas não deixa de ser um gasto fixo no mês. Veremos.

Como falei no meio do desafio, não encontrei uma saída para presentes. Tive aniversários, chá de bebê e de panela de pessoas muito queridas. Impossível chegar de mãos abanando! Gastei sem medo de ser feliz e não me arrependi. Ainda não me desapeguei a ponto de cancelar os presentes.

As lojas virtuais também me perseguem. No dia 11, faltando pouco para acabar o desafio, um colega vem me avisar que é dia de liquidação total no Aliexpress, aquele site chinês cheio de quinquilharias imperdíveis. Continuei firme, até que apareceu uma giga propaganda do site no meio do que eu estava fazendo ¬¬. Digitei “microfone de lapela”, um produto em que estou de olho, e logo fechei o site. Vamos evitar problemas, né?

Estou muuuito interessada em uma máquina fotográfica e tenho pesquisado sobre alguns modelos. Na semana uma passada, uma pessoa veio DO NADA e disse que estava vendendo uma máquina novinha, do jeito que eu procuro. Eu não tinha comentado nada com ninguém sobre esse desejo, foi uma coincidência maluca. Fiquei muito tentada, mas aproveitei a desculpa do desafio para pensar melhor. Não dá para fazer uma compra grande como essa por impulso, então foi algo positivo.

Aos 45 do segundo tempo, no sábado, furei o desafio. Estava fazendo um curso ao lado da Etna e fui procurar algumas peças de decoração para os vídeos. Encontrei dois em promoção e não tive dúvidas: comprei. Não pesou na consciência, fiquei muito tranquila com essas compras. Acho que é porque eu estava pesquisando há um bom tempo opções diferentes para os vídeos.

Percebo uma diferença grande quando compro algo depois de pensar bem no assunto. Quase nunca me arrependo da compra e costumo aproveitar bem o produto, tipo “fazer valer” o dinheiro. Já quando compro por impulso, o sentimento é outro. Um desânimo quando olho para a peça, aquele desespero ao ver que torrei dinheiro sem motivo. Logo penso: “isso me custou X horas de trabalho”.

Converter em horas trabalhadas é uma ótima maneira de me desestimular a comprar algo. Estou disposta a gastar 3 horas de trabalho em uma blusa? Geralmente a resposta é “não, hehehehe. Trabalho e viagens são os meus maiores estímulos para economizar, mas você pode encontrar o seu. Investir na educação dos filhos, trocar de carro, comprar um terreno, abrir uma empresa. Poupar para realizar um sonho é sempre melhor do que gastar com mil badulaques, certo? Acredito muito nisso 🙂

Com o fim do desafio, não pretendo enlouquecer e sair comprando o que estiver na frente. Vou continuar com a proposta de destinar meus recursos para o que realmente me faz feliz. É claro que na vida muito dinheiro vai para coisas “chatas”, como gasolina, prestação, seguro do carro, etc. Mas tudo isso está me ajudando a construir meu sonho. O foco é reduzir despesas para alcançar nossos objetivos o quanto antes.

Se você perdeu o desafio 30 dias sem compras, pode começar um projeto pessoal! Que tal aproveitar essa época de Natal para repensar as suas compras? Já já vou contar meus planos para a enxurrada de presentes de fim de ano.

Beijos!

Quanto custa comer fora?

Você sabe quanto custa fazer refeições fora de casa? Na hora de pagar a conta do restaurante, o valor pode até ser baixo, mas a soma de todos os lanches, almoços e jantares pesa no fim do mês. Esses dias li no Correio Braziliense que o brasileiro gasta, em média, R$ 27,63 por refeição. Para quem come fora todos os dias, é uma fortuna!

Eu sou muito econômica quando o assunto é comida, mas sei que a maioria das pessoas aprecia de verdade uma ida ao restaurante. Já gastei muito com lanchinhos fora de casa, e só parei quando entendi que tomar um picolé de R$ 5 por dia me custa R$ 150 por mês.

Não abro mão de comer algo gostoso ou ir a um restaurante encontrar amigos, mas realmente me incomoda gastar muito nessa área. Para você não achar que eu sou a maluca das economias bobas, um número: comer fora ficou 10% mais caro no último ano. Com essa inflação, o negócio é rever alguns hábitos e cuidar melhor da nossa alimentação.

E quanto custa tudo isso?

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A matéria que eu li mostra que nós estamos comendo cada vez mais fora de casa. Em 2002, 24% da renda da família ia para restaurantes. Em 2015, isso deve subir para 33%! Os motivos para o aumento são vários: muitas horas no trabalho, falta de tempo e busca por opções mais práticas.

A consequência, na minha opinião, é o descontrole total da nossa alimentação. Não dá pra saber quanto de óleo ou sal foi usado no preparo da comida, muito menos a origem do alimento. A lanchonete jura que a salada é toda orgânica, mas como ter certeza?

É impossível deixar de comer fora, mas dá para encontrar alternativas. Eu adotei a “lancheira de adultos”, aquela bolsinha térmicas mais discreta. A minha comporta até 4 potes quadrados e baixos (esse de guardar sanduíche, sabe?), o que é suficiente para a minha rotina de trabalho.

Preparar as comidas do zero diariamente é chato e toma muito tempo, por isso recorro aos congelados. Congelo tudo! Tenho até uma regra quando faço lasanha: duplico a receita, sirvo uma e divido a outra em porções individuais para congelar. E tudo o que sobra de alguma refeição vai para o freezer. Quando estou muito animada, faço uma leva de arroz/legumes/frango ou alguma outra combinação fácil e me abasteço para as semanas seguintes.

Eu fico até tarde no trabalho e não dou conta de sobreviver com as bobagens da lanchonete. Preciso de comida de verdade, então sempre carrego meus potes de congelados.

Mesmo que cozinhar não seja sua atividade preferida, pare para pensar em quanto custa comer fora. Anote os gastos e veja o que daria para fazer com aquele dinheiro. Quem sabe você não se anima a fazer suas marmitas caseiras?

Beijos!

Perigo das compras por impulso

Participar do Desafio 30 dias sem compras tem me feito pensar muito no meu consumo. Nunca sabemos muito bem para onde vai nosso dinheiro porque compramos sem pensar, na maior parte das vezes. Desde que comecei a controlar melhor meus gastos, percebi que meu ponto fraco é a compra por impulso. As piores compras são feitas nessas ocasiões: roupas que não caem bem, um item novo de decoração que eu não precisava…

No início, tomei uma atitude radical e deixei os cartões de crédito em casa. Tenho dó de gastar no débito e nunca ando com dinheiro vivo, então apelava para o crédito quando sentia aquela vontade de comprar algo. Percebi também que essa “vontade” só aparece quando eu estou diante da vitrine. Em casa, esses desejos somem. Aí aprendi a planejar compras e isso tem dado muito certo. Quase sempre desisto do produto poucas horas depois de chegar em casa.

Fui atrás de dados sobre o assunto e fiquei impressionada com uma pesquisa do SPC Brasil dizendo que 8 em cada 10 consumidores já fizeram compras por impulso porque viram uma promoção. Acho que todo mundo já passou por isso: não estava exatamente precisando de um sapato, mas não resistiu àquela placa vermelha enorme na frente da loja.

As pessoas se sentem atraídas pelo preço supostamente vantajoso e acham que estão fazendo um ótimo negócio. Mas é o barato que sai caro, na minha opinião. Aquela bolsa pode ter saído pela metade do preço, mas vira um desperdício de dinheiro se ficar encostada no fundo do armário.

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Me identifiquei com outro dado da pesquisa: o brasileiro tem em média três compras parceladas. Sério, acho que meu cartão nunca ficou sem uma parcelinha pra animar a fatura…heheheh. As minhas compras parceladas costumam ser muito bem pensadas, ao contrário da maioria das pessoas: 35% das parcelas foram feitas por impulso, de acordo com a pesquisa.

Meu ponto fraco também é o de muitos entrevistados: o supermercado. Vou para passear mesmo, olho todas as novidades. Levo a minha lista, mas vou de coração aberto a “promoções imperdíveis” e produtos desconhecidos. Pelo visto não estou sozinha: considerando as últimas cinco idas ao mercado, 43% das compras foram feitas por impulso. Acho que não chego a tanto porque sempre vou com um limite de valor para gastar. Essa é uma boa tática para não se desvirtuar tanto no paraíso das gôndolas.

Ninguém aqui quer fazer dívidas e entrar na lista do SPC, então vamos pensar na razão das compras por impulso. Se não é por necessidade, o que é? Stress, raiva, carência? Nem sempre é fácil, mas o ideal é cuidar do aspecto emocional antes de descarregar tudo no shopping. Afinal, a preocupação pós-compras e o medo de não conseguir pagar as contas chegam para 28% das pessoas.

Beijos!